Bem, nem parece que o mês de Agosto correu tão depressa.. Nem quero acreditar que, um ano passou tão devagar e subitamente, o tempo corre mais rápido do que eu esperava. Esta falta de trabalho não me faz confusão, tenho descansado a cabeça na totalidade, mas começa a ser altura de decidir um trajecto.. E trajecto não se traça, não se facilita, não ajuda. Não quero deixar o país mas começa a ser difícil manter-me aqui, esperar que tudo corra bem, esperar que me entreguem os meus sonhos numa travessa. Tenho de viajar, ir aqui e acoli, conhecer pessoas e ficar em algum lugar onde possa, pelo menos, trabalhar no que gosto por alguns momentos... Ou mesmo apenas ter uma oportunidade..
Fica o devaneio, mais uma vez ilegível para quem o devia ler...
A ver se aproveito hoje para tratar do que me falta fazer, ir entregar a chave ao Júlio e começar as limpezas Pós-visita-da-irmã na casa. Como eu disse, começa a ser hora de organizar a vida, a casa, os pensamentos. Não sinto que tenha sido tempo suficiente para mim, pelo menos para mim... Claro.
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sexta-feira, agosto 26, 2011
sexta-feira, julho 15, 2011
Adeus à Raquel, recepcionista
Bom, hoje foi o dia em que me despedi. Quando acabar de escrever este post, bastante maior que os meus últimos certamente, a minha mente vai deambular pelos meus textos antigos sobre o assunto, vou perder-me novamente em memórias para compreender o que se passou, o que cresci e o que mudou em mim.
Hoje demiti-me. Quer dizer, ainda não o fiz, mas já anunciei a minha despedida à Cristina. Eu gosto imenso dela, de facto, é uma coisa muito forte que sinto com ela, uma amizade envolvida em trabalho. Um respeito que nunca conheci em ninguém e uma força de vontade maior do que podia imaginar. Admiram-me estas coisas. Estas capacidades que temos de nos relacionar uns com os outros. Olho para o lado e encontro a Fernanda. Uma amiga também, alguém ético e bem disposto, alguém que também admiro, que também aprendi a gostar. Depois há a Lúcia, a eterna jovem que jamais vou esquecer. Os seus cabelos longos cabelos louros, o carinho e a compaixão que tem, acho que não me lembro de conhecer ninguém assim.
Enfim, é hora de fechar esta porta, é hora de arrumar as gavetas que ficaram desarrumadas nos entretantos da minha vida. É hora de me lançar aos verdadeiros lobos, largar esta prisão e abrir as asas e a mente, para voar mais descansada, mais pacífica e (espero) mais feliz. Tenho pena, porque adoro estas pessoas, adoro este conforto, esta recepção. Adoro receber as pessoas, ajudar o Quim, olhar para a Cristina sempre bem vestida, nos seus altos e baixos. Adoro ser os olhos da agência, ver quem entra e quem sai. Aliás adoro mesmo esta lufa-lufa da publicidade, enfiar os headphones e olhar para as pessoas a viver, a passar, em mute. Adoro este à vontade com as pessoas, esta mobilidade e a simpatia de todos. Adoro ser a mais nova no meio destas pessoas, a mais irreverente e doida. A que mais se maquilha e ao mesmo tempo, a que dois aniversários aqui passou. Mas há algo que adoro mais, o meu futuro, qualquer que seja. Adoro ambicionar algo mais. Vejo estas caras conhecidas a entrar e a sair, sorriem-me e cumprimentam-me como se fosse um deles, uma amiga de longa data. Também há quem não note a minha presença, o meu visual e as minhas ambições. Gosto de quando o Pedro Ferreira se senta ao meu lado e vê as minhas fotografias, opinando na sua visão de director criativo. Gosto de quando me perguntam com os olhos esperançados se têm encomendas e adoro quando precisam da minha ajuda para alguma coisa (seja ela enviar e-mails ou embrulhar algum trabalho, importante para a agência). Gosto de estar relacionada com este mundo, com estas pessoas. Gosto de quando o Quim me dá aquele abraço que preciso ou de quando a Lúcia me deixa encostar-me a ela e aos seus cabelos loiros.
Muitas caras novas passaram por mim ultimamente. Pessoas novas, estagiários, trabalhadores e clientes. Vi esta agência crescer e decrescer. Vi os altos e baixo da publicidade. Vi a crise abater-se, a perda de clientes e a felicidade de ganhar outros. Tratei da correspondência, tratei de tudo o que podia, enquanto aqui estive. Vi as pessoas a mudarem, mas eu mantive-me a mesma, igual a sempre, igual à Raquel, mas mais velha, mais ambiciosa, mais direccionada. Simplesmente não direccionada para aqui.
Com a ajuda de quem me acompanhou nesta jornada consegui encontrar o meu trilho, invejar quem me perdeu e ambicionar um novo caminho, uma nova vida. Sorrir todos os dias com a música nos ouvidos, confinar segredos obscuros a pessoas importantes e agradecer a quem me ajudou a crescer parece ser a última coisa que me falta. Será que devia escrever uma cartinha a cada um deles? Será que me devia despedir, agradecer o que fizeram por mim?
Por aqui, onde ninguém lê, despeço-me desta Raquel, a recepcionista. Despeço-me de quem ajudei a fazer amigos, daqueles que uni e fiz conhecer. Daqueles que me fizeram sorrir e me fizeram chorar, daqueles que me ajudaram quando precisei. Agradecer aos amigos novos, aos amigos de trabalho, que gostam de mim como sou, que me viram crescer dois anos da minha vida e agora me veem partir, com os olhos postos na minha estrada e no meu futuro. Que bom vai ser avançar, que mau vai ser perder tudo isto. É impossível não chorar. Cresci tanto, aprendi tanto, agradeço tanto esta oportunidade.
Hoje demiti-me. Quer dizer, ainda não o fiz, mas já anunciei a minha despedida à Cristina. Eu gosto imenso dela, de facto, é uma coisa muito forte que sinto com ela, uma amizade envolvida em trabalho. Um respeito que nunca conheci em ninguém e uma força de vontade maior do que podia imaginar. Admiram-me estas coisas. Estas capacidades que temos de nos relacionar uns com os outros. Olho para o lado e encontro a Fernanda. Uma amiga também, alguém ético e bem disposto, alguém que também admiro, que também aprendi a gostar. Depois há a Lúcia, a eterna jovem que jamais vou esquecer. Os seus cabelos longos cabelos louros, o carinho e a compaixão que tem, acho que não me lembro de conhecer ninguém assim.
Enfim, é hora de fechar esta porta, é hora de arrumar as gavetas que ficaram desarrumadas nos entretantos da minha vida. É hora de me lançar aos verdadeiros lobos, largar esta prisão e abrir as asas e a mente, para voar mais descansada, mais pacífica e (espero) mais feliz. Tenho pena, porque adoro estas pessoas, adoro este conforto, esta recepção. Adoro receber as pessoas, ajudar o Quim, olhar para a Cristina sempre bem vestida, nos seus altos e baixos. Adoro ser os olhos da agência, ver quem entra e quem sai. Aliás adoro mesmo esta lufa-lufa da publicidade, enfiar os headphones e olhar para as pessoas a viver, a passar, em mute. Adoro este à vontade com as pessoas, esta mobilidade e a simpatia de todos. Adoro ser a mais nova no meio destas pessoas, a mais irreverente e doida. A que mais se maquilha e ao mesmo tempo, a que dois aniversários aqui passou. Mas há algo que adoro mais, o meu futuro, qualquer que seja. Adoro ambicionar algo mais. Vejo estas caras conhecidas a entrar e a sair, sorriem-me e cumprimentam-me como se fosse um deles, uma amiga de longa data. Também há quem não note a minha presença, o meu visual e as minhas ambições. Gosto de quando o Pedro Ferreira se senta ao meu lado e vê as minhas fotografias, opinando na sua visão de director criativo. Gosto de quando me perguntam com os olhos esperançados se têm encomendas e adoro quando precisam da minha ajuda para alguma coisa (seja ela enviar e-mails ou embrulhar algum trabalho, importante para a agência). Gosto de estar relacionada com este mundo, com estas pessoas. Gosto de quando o Quim me dá aquele abraço que preciso ou de quando a Lúcia me deixa encostar-me a ela e aos seus cabelos loiros.
Muitas caras novas passaram por mim ultimamente. Pessoas novas, estagiários, trabalhadores e clientes. Vi esta agência crescer e decrescer. Vi os altos e baixo da publicidade. Vi a crise abater-se, a perda de clientes e a felicidade de ganhar outros. Tratei da correspondência, tratei de tudo o que podia, enquanto aqui estive. Vi as pessoas a mudarem, mas eu mantive-me a mesma, igual a sempre, igual à Raquel, mas mais velha, mais ambiciosa, mais direccionada. Simplesmente não direccionada para aqui.
Com a ajuda de quem me acompanhou nesta jornada consegui encontrar o meu trilho, invejar quem me perdeu e ambicionar um novo caminho, uma nova vida. Sorrir todos os dias com a música nos ouvidos, confinar segredos obscuros a pessoas importantes e agradecer a quem me ajudou a crescer parece ser a última coisa que me falta. Será que devia escrever uma cartinha a cada um deles? Será que me devia despedir, agradecer o que fizeram por mim?
Por aqui, onde ninguém lê, despeço-me desta Raquel, a recepcionista. Despeço-me de quem ajudei a fazer amigos, daqueles que uni e fiz conhecer. Daqueles que me fizeram sorrir e me fizeram chorar, daqueles que me ajudaram quando precisei. Agradecer aos amigos novos, aos amigos de trabalho, que gostam de mim como sou, que me viram crescer dois anos da minha vida e agora me veem partir, com os olhos postos na minha estrada e no meu futuro. Que bom vai ser avançar, que mau vai ser perder tudo isto. É impossível não chorar. Cresci tanto, aprendi tanto, agradeço tanto esta oportunidade.
Obrigada.
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quinta-feira, abril 21, 2011
Chuvas
Já há imenso tempo que não escrevinho aqui, que não penso algo e digo o que sinto no meu livrinho virtual. É incrível.. Nunca escondi este link e mesmo assim, nunca ninguém o encontrou... O que, sinceramente, pouca ou nenhuma diferença me faz..
Estou deitada no sofá e ouço a chuva a bater na vidraça, no telhado e no chão da rua. Aliás, até o cair da chuva se ouve, quase de igual forma ao seu embater no chão molhado.. Umas vezes mais fortes, outras mais fracas, a chuva é leve e forte, como as ondas do mar, que ora são suaves e arrastam sonhos, ora são fortes e embatem nas rochas, despedaçando-se em mil gotinhas de pensamentos perdidos.
Tenho um texto para passar para o meu blogue, mas ando com preguiça de o fazer, aliás, tenho imenso que fazer e isso não está relacionado directamente com aquilo que efectivamente faço... O que é um pouco grave, mas passa bem.
São 23:32, hora do espelho, tenho de me ir deitar, descansar a cabeça, os olhos e o coração.. E só espero que não tenha mais telefonemas interessantes esta noite, ficaria bastante incomodada com isso, verdade seja dita.
Estou deitada no sofá e ouço a chuva a bater na vidraça, no telhado e no chão da rua. Aliás, até o cair da chuva se ouve, quase de igual forma ao seu embater no chão molhado.. Umas vezes mais fortes, outras mais fracas, a chuva é leve e forte, como as ondas do mar, que ora são suaves e arrastam sonhos, ora são fortes e embatem nas rochas, despedaçando-se em mil gotinhas de pensamentos perdidos.
Tenho um texto para passar para o meu blogue, mas ando com preguiça de o fazer, aliás, tenho imenso que fazer e isso não está relacionado directamente com aquilo que efectivamente faço... O que é um pouco grave, mas passa bem.
São 23:32, hora do espelho, tenho de me ir deitar, descansar a cabeça, os olhos e o coração.. E só espero que não tenha mais telefonemas interessantes esta noite, ficaria bastante incomodada com isso, verdade seja dita.
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sexta-feira, março 18, 2011
Memórias e esquecimento
Parece que agora é que estou a levar com a realidade na cara. Hoje ia no autocarro e comecei a pensar em memórias, mais propriamente na memória por assim dizer. Todos os dias apanho o autocarro à mesma hora. Apesar de não conhecer as pessoas pessoalmente, sei quem são, porque me lembro delas. O seu registo ficou guardado na minha mente, ainda que incompleto por não saber ao certo a identidade de fulano/a x ou y. Acho interessante a memória e os eventos que nela ficam gravados.. E acho interessante que fiquem gravados (por vezes) tempos indeterminados. Mas o que acho mais interessante é o esquecimento. Isso sim é que para mim é o trunfo dos trunfos. Como é que acontece, como é que simplesmente deixas de te lembrar? Como é que o que está para trás deixou de estar gravado em ti e no que és, se foi o caminho que percorreste e a forma como te desenhaste para seres quem és hoje? Como é que esqueces as raízes, quando é que deixas de olhar para elas e começas a olhar para a tua copa ou para o céu? Como é que simplesmente deixa de fazer sentido a expressão, o sentimento ou a raiva que outrora sentiste por algo ou alguém? Tentar apagar ainda me confunde mais, até porque eu sempre tentei que nada se apagasse na minha história. E ela bem que tem falhas e merecia alguns apagões, mas eu não me esqueço. De quase nada o que é relevante. Não me esqueço de como era gozada na escola, de como faziam pouco dos meus problemas em casa e dos comportamentos que tinha. Não me esqueço de como estava sozinha quando entrei para a Anselmo e como ganhei amigas que acreditei que não me iam abandonar. Não me esqueço de ter cortado os pulsos e de ter de ir a uma psiquiatra. Não me esqueço da tua ajuda nesses momentos. Não me esqueço de como lutei para passar a todas as cadeiras na faculdade e como aguentei todos os trabalhos de grupo. Não me esqueço de todos os tipos que decidiram tentar entrar para o meu caminho mas nunca souberam o que era percorrê-lo até ao fim. Nunca me esquecerei do Pedro, o que me ajudou a crescer e o que me ensinou a jamais procurar ou querer ser. Não me esquecerei dos amigos que ficaram para trás e não me vou esquecer de como o Mário não me deu uma oportunidade por capricho. Mas acho que, acima de tudo, não me vou esquecer de ti. Do que me deixaste e do que me fizeste perder. Não me vou esquecer de como uma vez me prometeste levar-me à lua, de como me tratavas por princesa, estrela e amor. De como tinhas paciência e tudo o que fazia te trazia um sorriso, tudo o que dizia te fazia sorrir. De como acordavas com as minhas mensagens e me chamavas de amor, de como dormias ao meu lado e me aquecias toda a noite. Não vou deixar que caia no esquecimento a conchinha e a pulseira, os beijos e os segredos.. A igreja helvética. Não me vou esquecer de como, até já no fim, me deste um papelinho rosa que guardarei sempre na carteira para demonstrar que nunca esquecerei o que sinto por ti. Há coisas que se deve tentar lembrar para sempre e, por mais que a memória nos pregue partidas, devemos guardar sempre junto ao peito porque um dia, já nos prometeram viagens à lua e amor profundamente verdadeiro. E no fundo, é isso que importa.
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quarta-feira, março 16, 2011
Freedom when you're not free at all
Sempre pensei em tudo o que faria quando me visse livre das tuas correntes. Curiosamente, agora tenho toda a liberdade e não a sinto. Provavelmente porque ainda não estou livre de ti. Provavelmente nunca estarei totalmente. Mas verdade seja dita, esperava mais de ti, mais luta, menos resignação. Acredita que consigo passar à frente, ainda que o meu coração queira acreditar que ainda estás aí para mim e não és igual a todos os outros que já me deixaram as lágrimas na escada.
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segunda-feira, março 14, 2011
Caiu algo na entrada
Hoje começa a grande luta, a luta que decidirá se vou ou fico. As dores que tenho no peito abrem-me cicatrizes que eu pensava já estarem saradas, e afinal ainda jorram sangue como um vulcão adormecido. No fundo, as lutas baseiam-se sempre nesses pilares: se abandonamos o forte ou se ficamos até ser disparada a última bala do canhão adversário. E como doi levar com as balas... Tenho todos os argumentos para ir. Todos os da lista consigo deixar uma cruz para assinalar as fundações do abandono. Mas tenho um bravo aliado contra mim: o coração. Com este luto a toda a hora, mostro-lhe o caminho da iluminação mas ele sempre foi bastante burro. E agora, que a história se repete ele está mais débil do que antes porque por este, este parvo coração dava a vida e a morte. Por este, o coração põe-se em segundo lugar, ainda que deva ser o primeiro. Assim sendo, fica dificil admitir a derrota.. Este amor era aquele amor, o das musicas e o das frases bonitas. Este era o amor da estrela e da lua, do principe e da raposa, das mãos dadas e da luta contra tudo e todos.. Era este o amor e escapou-me.. Nunca o vou recuperar, quer baixe a cabeça ou a levante olhando a saída: verdade seja dita, sairei sempre a perder.
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sexta-feira, fevereiro 04, 2011
Lutar contra a maré
É incrivel as facilidades que se criam pela medicina
e os entraves que surgem pela fotografia.
É como lutar contra a maré.. em tudo.
Desde o mundo aos meus pais, tudo parece contra produtivo. Tudo parece não me empurrar para cima e não me dar a mínima esperança. É incrível. I need a new day
e os entraves que surgem pela fotografia.
É como lutar contra a maré.. em tudo.
Desde o mundo aos meus pais, tudo parece contra produtivo. Tudo parece não me empurrar para cima e não me dar a mínima esperança. É incrível. I need a new day
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quinta-feira, janeiro 20, 2011
January ramble..
Não sei se é do frio agressivo ou se da má disposição matinal, mas acho que cheguei à conclusão que as quintas feiras são o meu worst day ever, só que todas as semanas. Durante a minha sempre curta mas sempre sentida como mais longa do que na verdade é, enquanto visualizava a paisagem de Lisboa, o rio, e tudo o que rodeia a grande e majestosa Ponte 25 de Abril, perdi-me nos meus pensamentos anti Portugal e num sonho de futuro que gostava de ter, longe daqui.
Depois pergunto-me.. É de mim? Querer algo maior, sonhar e não esperar que te entreguem tudo de mão beijada mas que te dêm permissão para pelo menos teres ambições? Parece-me que é apenas de mim. E apesar de não contar com a ajuda de ninguém, também dispenso pessoas que não me dão boas energias e força para subir, para me melhorar a mim mesma. Penso mil vezes que, para me puxar para baixo tenho eu mesma e a horrivel realidade em que vivemos, mas parece que não me consigo afastar daqueles que não têm fé no que quero e no que ambiciono. Quase que sinto que estou a lutar sozinha, com toda a gente, amigos e inimigo.
Provavelmente sou eu que tenho a mania da perseguição, provavelmente sou eu que não sei o que quero e o que é melhor para mim, mas como jovem de 22 anos não me cabe a mim descobrir? Lutar? Às vezes apetece-me meter-me no avião e desaparecer daqui, deste lugar cheio de más energias. Pensei mesmo hoje, para quê ficar? Subitamente lembrei-me que em breve estaremos em eleições e eu, que nem sei decidir nada de mim e que ando com imensas dúvidas existenciais, pergunto-me em quem hei-de votar. Todos me parecem falsos e ninguém vai mudar o país em que estou a viver. Nenhum deles vai contribuir em nada para facilitar a minha vida e também não me vai dar oportunidades para eu melhorar em nada. Além disso, e de enorme importância, é que não me vão proporcionar ajuda em nada, e provavelmente vão dificultar ainda mais a vida de toda a gente que até me tenha interesse em ajudar. Pensei em votar no Pato Donald, mas também nunca gostei dele..
Ontem foi o último dia do workshop. Saí de lá destroçada, sem saber ao certo porquê.. podiam ter sido várias as razões, o facto de perder contacto com pessoas com quem já criei alguns laços, ter-me sabido a pouco ou muito provavelmente pela falta de perspectivas que tenho em relação á fotografia. Procurava que o Mário, ainda que não ajudasse, proporcionasse um veículo de aprendizagem mais extenso do que um simples curso, que se demonstrasse mais aberto à possibilidade de estagiar e de aprender mais do que preciso. Criar mais confiança em mim mesma e ter uma "rede de segurança" a fazer o que mais gosto de fazer. Infelizmente isto não é uma opção e agora vejo-me sem rede. Basicamente, como no circo, tenho de caminhar de um lado para o outro da corda sem qualquer rede de segurança, apoio ou colchão lá em baixo (que me apare a queda). Mas acho que isso não me deveria deprimir (ainda que deprima). Não me devia afectar e eu devia simplesmente passar ao lado e ser mais forte e mostrar às pessoas que estão erradas. Tenho imenso para provar a toda a gente, aos meus pais, ao Mário e a todos aqueles que nunca acreditaram em mim. Tenho imenso para provar ao meu espelho que, todos os dias me enche de dúvidas e desilusões.
Depois pergunto-me.. É de mim? Querer algo maior, sonhar e não esperar que te entreguem tudo de mão beijada mas que te dêm permissão para pelo menos teres ambições? Parece-me que é apenas de mim. E apesar de não contar com a ajuda de ninguém, também dispenso pessoas que não me dão boas energias e força para subir, para me melhorar a mim mesma. Penso mil vezes que, para me puxar para baixo tenho eu mesma e a horrivel realidade em que vivemos, mas parece que não me consigo afastar daqueles que não têm fé no que quero e no que ambiciono. Quase que sinto que estou a lutar sozinha, com toda a gente, amigos e inimigo.
Provavelmente sou eu que tenho a mania da perseguição, provavelmente sou eu que não sei o que quero e o que é melhor para mim, mas como jovem de 22 anos não me cabe a mim descobrir? Lutar? Às vezes apetece-me meter-me no avião e desaparecer daqui, deste lugar cheio de más energias. Pensei mesmo hoje, para quê ficar? Subitamente lembrei-me que em breve estaremos em eleições e eu, que nem sei decidir nada de mim e que ando com imensas dúvidas existenciais, pergunto-me em quem hei-de votar. Todos me parecem falsos e ninguém vai mudar o país em que estou a viver. Nenhum deles vai contribuir em nada para facilitar a minha vida e também não me vai dar oportunidades para eu melhorar em nada. Além disso, e de enorme importância, é que não me vão proporcionar ajuda em nada, e provavelmente vão dificultar ainda mais a vida de toda a gente que até me tenha interesse em ajudar. Pensei em votar no Pato Donald, mas também nunca gostei dele..
Ontem foi o último dia do workshop. Saí de lá destroçada, sem saber ao certo porquê.. podiam ter sido várias as razões, o facto de perder contacto com pessoas com quem já criei alguns laços, ter-me sabido a pouco ou muito provavelmente pela falta de perspectivas que tenho em relação á fotografia. Procurava que o Mário, ainda que não ajudasse, proporcionasse um veículo de aprendizagem mais extenso do que um simples curso, que se demonstrasse mais aberto à possibilidade de estagiar e de aprender mais do que preciso. Criar mais confiança em mim mesma e ter uma "rede de segurança" a fazer o que mais gosto de fazer. Infelizmente isto não é uma opção e agora vejo-me sem rede. Basicamente, como no circo, tenho de caminhar de um lado para o outro da corda sem qualquer rede de segurança, apoio ou colchão lá em baixo (que me apare a queda). Mas acho que isso não me deveria deprimir (ainda que deprima). Não me devia afectar e eu devia simplesmente passar ao lado e ser mais forte e mostrar às pessoas que estão erradas. Tenho imenso para provar a toda a gente, aos meus pais, ao Mário e a todos aqueles que nunca acreditaram em mim. Tenho imenso para provar ao meu espelho que, todos os dias me enche de dúvidas e desilusões.
Hoje não me parece, talvez amanhã..
Talvez amanhã já esteja mais forte, mas hoje ainda devo ter angústia no meu peito, até ela passar, conto que o faça depressa.
sábado, janeiro 01, 2011
1.1.11
Ao som de um chill out que mistura a Sia com outros sons descansados, espero pela Jo que vem fazer-me companhia enquanto trabalhamos as duas, ela para o seu exame malvado, e eu para as fotos da Mary Jane que levaram uma viradinha.
Primeiro de tudo, e antes de começar o verdadeiro post queria aproveitar para agradecer ao meu amor, que aqui esteve comigo, ao meu lado, sendo a primeira pessoa do meu ano. Esteve ao meu lado, aconchegou-se a mim e deu-me o que eu mais gosto dele, a sua conversa, palavras e carinho. Obrigada príncipe, por teres passado de sapo a encantado e por valorizares a minha presença. Contigo ao meu lado quero mais, mais de mim e mais do mundo. Obrigada por me fazeres querer melhorar, fazeres sorrir e estares ao meu lado, já no início deste ano.
Do ano passado aproveito para riscar os que alcancei, e os que abandonei (explicando as suas razões):
Primeiro de tudo, e antes de começar o verdadeiro post queria aproveitar para agradecer ao meu amor, que aqui esteve comigo, ao meu lado, sendo a primeira pessoa do meu ano. Esteve ao meu lado, aconchegou-se a mim e deu-me o que eu mais gosto dele, a sua conversa, palavras e carinho. Obrigada príncipe, por teres passado de sapo a encantado e por valorizares a minha presença. Contigo ao meu lado quero mais, mais de mim e mais do mundo. Obrigada por me fazeres querer melhorar, fazeres sorrir e estares ao meu lado, já no início deste ano.
Agora, as minhas vontades para 2011... Ontem dei uma vista de olhos no blog e foi incrível como em um ano todas os meus desejos mudara.. para uma volta de 180º.. Então aqui seguem os meus não "novos" mas "actualizados" desejos:
- Acabar o curso com sucesso, deixar uma boa impressão no Mário e estagiar com ele e outros fotógrafos, utilizando este ano para estudar, estabelecer contactos, definir um estilo e estabilizar a técnica.
- Deixar de ser tão má-lingua, sendo ao mesmo tempo crítica mas não má
- Ser menos amarga e mais doce, este ano de 2010 sinto que amarguei para o mundo e criei uma cortina de ferro, que gostaria que se transformasse numa janela, onde pudessem entrar ou espreitar pessoas novas
- Sorrir mais, melhorar o meu sorriso no exterior e no interior.
- Estar mais com quem realmente importa
- Visitar a Rita na República Checa
- Ficar com Ele mais este ano
- Viajar com ele
- Contactar com pessoas estrangeiras
- Organizar a minha vida de forma a poder praticar desporto (gym ou natação.. algo!) e ainda ter espaço para aprender japonês..
- Poupar mais, gastar melhor o pouco que ganho
- Fixar-me na fotografia, fazer disto vida e tornar o "ganha pão" em hobbie
- Agradecer mais às pessoas que me fazem sorrir
- Melhorar na fotografia, aumentar a cultura visual e abrir portas para novos mundos e ideais, passíveis de me abrirem portas na mente
- Estudar menos mas aprender sempre mais
- Começar a trabalhar com modelos profissionais
- Transformar a cozinha
- Tratar melhor o Bolinhas, o Floco e a mim mesma.
- Descansar mais e dormir melhor.
- Definir prioridades com mais frequência, ser mais decidida e argumentar mais, em vez de discutir
- Ajudar os outros no que puder, e felicitar-me por isso
- Ajudar o bebé a conseguir alcançar os seus objectivos
- Viajar, conhecer e explorar.
- Fotografar
- Menos net, mais mundo.
- Menos imagens virtuais, mais imagens impressas
- Mais photoshop e cada vez melhor.
- Nova lente para a lover, e quiçá uma outra
- Ser mais cuidada, menos consumista e mais verdadeira. Mais simples, mas com saltos altos. Definir um estilo, sorrir com ele. Orgulhar-me dele e de mim
Do ano passado aproveito para riscar os que alcancei, e os que abandonei (explicando as suas razões):
Ser mais feliz, algo que tentei este ano e que estranhamente me foi um pouco recusadoMelhorar mais no Japonês- abandonei-o novamente mas melhorei.. Quiçá um dia volte para ele, há amores que não morrem nunca- Passar na finalíssima - não era o meu caminho
Melhorar e interessar-me mais pelo meu russo- abandonei-o novamente mas melhorei.. Quiçá um dia volte para ele, há amores que não morrem nuncaConhecer gente nova, mostrar-lhes o meu país e a minha cultura- Conseguir mudar a minha avó de lar para um com melhores condições - Agora é esperar que a levem, agora nem nos atrevemos a tal. Infelizmente
Deixar finalmente de roer as unhas (vá lá, estive quase este ano)Escrever mais no meu blog, mais atentamente e melhores posts.- No fim do ano desleixei-me...Fazer quem me rodeia mais feliz, mais completo e mais útil- Melhorar no Galileo, estagiar mais e
conhecer outros empregos- Metade está feito, mas o Galileo não era o meu caminho...
Viver novas experiências e aumentar os meus conhecimentos, para alimentar a minha alma e a minha pessoaMelhorar na fotografia, comprar um portátil e um flash para os resultados serem melhores.- Ser mais arrumada e mais organizada - Acho que por mais que tente, nunca vou conseguir.. Mas vou continuar a tentar, a pedir e a esperar que seja possível
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にほんご
sexta-feira, dezembro 31, 2010
2010/2011
É ao encontrar-me sozinha em casa e sozinha na entrada deste próximo ano, que mais confiante me sinto de dieixar umas linhas sobre o ano de 2010 e as minhas expectativas para 2011.. Primeiro vou dar uma leitura na minha entrada de 2010..
Já li, e como pensei, quando entrei este ano não tinha muitas expectativas.. Não tinha porque era um ano que eu tencionava abrir portas ao meu conhecimento, à minha mente e ao meu futuro. Queria aprender com a vida, conhecer o mundo e saber o sacrifício que seria lutar pelo que se ama. Descobrir a verdadeira paixão, traçar um caminho e lutar por ele.. Talvez fosse isso que o meu subconsciente pensasse quando iniciei o ano de 2010.
Ainda assim começo por dizer que este ano não foi generoso. Não houveram amizades novas a salientar, não houveram pessoas a destacar-se como novidades na minha vida. O que houveram foram amizades que me desmonstraram a sua força, a sua pressistência e a sua preservança. E isso é o que agradeço a 2010. Não lhe agradeço o que me deu material mas sim o que me deu espiritual.. Deu-me uma versatilidade que eu jamais tinha sentido, deu-me os meus meninos, deu-me formas de ensinar e ao mesmo tempo de aprender, deu-me uma mão para esticar às minhas crianças, aos meus amigos e a mim mesma.. 2010 não foi famoso comigo mesma, não foi generoso com o meu coração e maltratou-me e deixou que lágrimas minhas vertessem pelo que não merecia. Mas isso só pode fazer parte do meu conhecimento pessoal e da minha força interior, que ano após ano fica mais forte para lutar contra o que ainda tenho para viver.
Ainda assim, 2010 trouxe-me muito. Especialmente expectativas. Trouxe-me uma vontade de aprender, triunfar e mudar-me a mim mesma, mantendo-me sempre verdadeira a quem amo e à minha própria imagem. 2010 criou-me o bicho da luta pelos meus sonhos, criou-me mais do que esses mesmos sonhos, objectivos concretos. Deixou de ser uma ideia para ser um caminho, uma luta, uma vontade e um futuro. Isso foi o que 2010 mais criou em mim, deixou no meu coração uma força para lutar que eu jamais teria pensado conseguir. Ou seja, com o longo ano que foi, com a quantidade de pessoas que fui, com a quantidade de quem tencionei ser, acabei por encontrar-me a mim mesma, sem jogos, brincadeiras ou lutas interiores. Com os conhecimentos que aprendi este ano alcancei o que nunca imaginei, uma verdade de mim mesma que tanto lutei para ter...
Em termos de amigos, os meus pilares continuam os mesmos. E graças a Deus (ou a mim mesma) que já não me engano. Aliás, não consigo fazê-lo, pois sinto que não devo apenas a mim. Esta distinção tem de ser feita, não posso confundir os meus amigos com os conhecidos, que jamais fizeram metade do que os primeiros por mim fizeram... Seria injusto. Os meus amigos são aqueles que, com os dedinhos das mãos conto, são aqueles que não me dizem que não sabem se me podem encontrar nos meus anos, mas sim são aqueles que perguntam a data e a hora. Esses são os amigos, aqueles que não preciso de falar para saberem o que eu penso, que não preciso de chamar para os ter ao meu lado. Amigos são aqueles que, passe o tempo que passar, o sentimento é o mesmo, nada muda, as conversas são as mesmas e as confianças igualmente.. Isso para mim são amigos, sem confusões, sem misturas e sem jogos.
2010 também me trouxe desilusões no amor, enquanto me presenteava com o mesmo. O início do ano foi mais frio, mas aqueceu no final. Não sei se lhe perdoo este desiquilíbrio, não sei se perdoo que me tenha feito chorar como fez, se lhe devo perdoar por me ter ensinado o verdadeiro valor de uma relação face ao meu prórpio valor. Não sei se hei-de perdoar-lhe o que me fez sofrer e o que me fez sorrir. Mais cedo ou mais tarde vou fazê-lo e tirarei alguma lição valiosa deste ano, destes ensinamentos e deste desiquilíbrio, mas ainda não é agora, que estou tão feliz que o conseguirei fazer. Acho que 2010 deu a muita gente os olhos que 2009 tirou. Demonstrou talvez que, muitos na verdade são poucos, que é fácil tirar e díficil dar, dificil permanecer. Talvez tenha sido isso.. Talvez não, de qualquer forma, 2010 não me deu estabilidade nesta matéria.. Nem podia.
2010 deu-me sorrisos e lágrimas, deu-me coisas que perdi e que ganhei... Como já 2009 tinha outrora feito. Deu-me agora para o final, um amor que vale por tudo, que é duro mas é suave, que cuida e trata, que valoriza sem dizer nada, demonstrando em acções que eu jamais poderia imaginar. Deu-me um amor que 2009 me fez esquecer, deu-me um amor que não preciso de falar para me entender, que eu ambiciono que triunfe, que eu desejo ter a meu lado nos meus prórios triunfos..
Mas se há coisa que 2010 me deu foi a minha força interior, aquela que eu pensava ter esquecido. Aliás, deu-me um pedacinho dessa força para que eu tenha de lutar pelo resto dela, que aos poucos vai reavendo o meu corpo. 2010 deu-me o fogo no peito da fotografia, decidiu-me no meu futuro, decidiu-me no meu amor por um objectivo fixo, deu-me um caminho a seguir e por isso lhe agradeço. Nem poderia não o fazer, pois nenhum outro me tinha dado este olhar para a vida, para o horizonte e ao mesmo tempo, para mim mesma.. 2010 foi versátil para me ajudar a identificar um caminho fixo, um sorriso interior e uma nova luta para vencer. Deixou-me perder coisas que gostava para lutar pelo que realmente amava.. e isso acho que valeu por qualquer ano que tenha tido, que tenha lutado, e que tenha modificado. 2010 deu-me um futuro.. Ou pelo menos uma ânsia por um.
2010 abandonou-me sem que eu me apercebesse que o fez.. ouvi os gritos lá fora enquanto escrevia esta entrada, absorvida pelos meus pensamentos. Sim 2010 foi silencioso até a sair de mim, ao som de um piano do Sakamoto.
E agora? O que me espera 2011? Ao som dos fogos de artifício que não estou a ver, penso nisso levemente, sem conseguir definir ao certo o que me trará este ano. Sei que tenho expectativas com ele. Sei que tenho ânsias e desejos, sei que tenho sonhos e que tenho objectivos. Sei que quero agarrar tudo mas também sei que vou perder bastante, de qualquer forma, não creio que desistir seja uma opção.. Nunca. 2011 promete-me um futuro, mas acho que não mo vai oferecer de mão beijada. 2011 acabou de chegar e já me trouxe lágrimas, já me trouxe sentimentos. Não tenho grande expectativa que o ano me dê muito, mas que o pouco que me dê seja uma ponte para um 2012 amplo e positivo. Para que 2012 seja um ano generoso, 2011 terá que ser um ano de trabalho e dedicação, para chegar ao telhado da casa que estou a construir, preciso de bases fortes que tenciono construir este ano.
E com lágrimas me despeço deste diário em 2010, espero escrever aqui mais em 2011, 2012 e 2013.. Espero ganhar força para trabalhar mais, melhorar-me sempre e sorrir sempre cada vez mais, para ser mais feliz. Para o ano cá estarei a ler esta entrada, e a desejar ainda mais para 2012. A sorrir para mim mesma e a pensar "estou a ler as minhas palavras de há um ano..".
Obrigada 2010, até sempre..
Bem vindo 2011, que o pior que me tragas seja o melhor de 2010.
Já li, e como pensei, quando entrei este ano não tinha muitas expectativas.. Não tinha porque era um ano que eu tencionava abrir portas ao meu conhecimento, à minha mente e ao meu futuro. Queria aprender com a vida, conhecer o mundo e saber o sacrifício que seria lutar pelo que se ama. Descobrir a verdadeira paixão, traçar um caminho e lutar por ele.. Talvez fosse isso que o meu subconsciente pensasse quando iniciei o ano de 2010.
Ainda assim começo por dizer que este ano não foi generoso. Não houveram amizades novas a salientar, não houveram pessoas a destacar-se como novidades na minha vida. O que houveram foram amizades que me desmonstraram a sua força, a sua pressistência e a sua preservança. E isso é o que agradeço a 2010. Não lhe agradeço o que me deu material mas sim o que me deu espiritual.. Deu-me uma versatilidade que eu jamais tinha sentido, deu-me os meus meninos, deu-me formas de ensinar e ao mesmo tempo de aprender, deu-me uma mão para esticar às minhas crianças, aos meus amigos e a mim mesma.. 2010 não foi famoso comigo mesma, não foi generoso com o meu coração e maltratou-me e deixou que lágrimas minhas vertessem pelo que não merecia. Mas isso só pode fazer parte do meu conhecimento pessoal e da minha força interior, que ano após ano fica mais forte para lutar contra o que ainda tenho para viver.
Ainda assim, 2010 trouxe-me muito. Especialmente expectativas. Trouxe-me uma vontade de aprender, triunfar e mudar-me a mim mesma, mantendo-me sempre verdadeira a quem amo e à minha própria imagem. 2010 criou-me o bicho da luta pelos meus sonhos, criou-me mais do que esses mesmos sonhos, objectivos concretos. Deixou de ser uma ideia para ser um caminho, uma luta, uma vontade e um futuro. Isso foi o que 2010 mais criou em mim, deixou no meu coração uma força para lutar que eu jamais teria pensado conseguir. Ou seja, com o longo ano que foi, com a quantidade de pessoas que fui, com a quantidade de quem tencionei ser, acabei por encontrar-me a mim mesma, sem jogos, brincadeiras ou lutas interiores. Com os conhecimentos que aprendi este ano alcancei o que nunca imaginei, uma verdade de mim mesma que tanto lutei para ter...
Em termos de amigos, os meus pilares continuam os mesmos. E graças a Deus (ou a mim mesma) que já não me engano. Aliás, não consigo fazê-lo, pois sinto que não devo apenas a mim. Esta distinção tem de ser feita, não posso confundir os meus amigos com os conhecidos, que jamais fizeram metade do que os primeiros por mim fizeram... Seria injusto. Os meus amigos são aqueles que, com os dedinhos das mãos conto, são aqueles que não me dizem que não sabem se me podem encontrar nos meus anos, mas sim são aqueles que perguntam a data e a hora. Esses são os amigos, aqueles que não preciso de falar para saberem o que eu penso, que não preciso de chamar para os ter ao meu lado. Amigos são aqueles que, passe o tempo que passar, o sentimento é o mesmo, nada muda, as conversas são as mesmas e as confianças igualmente.. Isso para mim são amigos, sem confusões, sem misturas e sem jogos.
2010 também me trouxe desilusões no amor, enquanto me presenteava com o mesmo. O início do ano foi mais frio, mas aqueceu no final. Não sei se lhe perdoo este desiquilíbrio, não sei se perdoo que me tenha feito chorar como fez, se lhe devo perdoar por me ter ensinado o verdadeiro valor de uma relação face ao meu prórpio valor. Não sei se hei-de perdoar-lhe o que me fez sofrer e o que me fez sorrir. Mais cedo ou mais tarde vou fazê-lo e tirarei alguma lição valiosa deste ano, destes ensinamentos e deste desiquilíbrio, mas ainda não é agora, que estou tão feliz que o conseguirei fazer. Acho que 2010 deu a muita gente os olhos que 2009 tirou. Demonstrou talvez que, muitos na verdade são poucos, que é fácil tirar e díficil dar, dificil permanecer. Talvez tenha sido isso.. Talvez não, de qualquer forma, 2010 não me deu estabilidade nesta matéria.. Nem podia.
2010 deu-me sorrisos e lágrimas, deu-me coisas que perdi e que ganhei... Como já 2009 tinha outrora feito. Deu-me agora para o final, um amor que vale por tudo, que é duro mas é suave, que cuida e trata, que valoriza sem dizer nada, demonstrando em acções que eu jamais poderia imaginar. Deu-me um amor que 2009 me fez esquecer, deu-me um amor que não preciso de falar para me entender, que eu ambiciono que triunfe, que eu desejo ter a meu lado nos meus prórios triunfos..
Mas se há coisa que 2010 me deu foi a minha força interior, aquela que eu pensava ter esquecido. Aliás, deu-me um pedacinho dessa força para que eu tenha de lutar pelo resto dela, que aos poucos vai reavendo o meu corpo. 2010 deu-me o fogo no peito da fotografia, decidiu-me no meu futuro, decidiu-me no meu amor por um objectivo fixo, deu-me um caminho a seguir e por isso lhe agradeço. Nem poderia não o fazer, pois nenhum outro me tinha dado este olhar para a vida, para o horizonte e ao mesmo tempo, para mim mesma.. 2010 foi versátil para me ajudar a identificar um caminho fixo, um sorriso interior e uma nova luta para vencer. Deixou-me perder coisas que gostava para lutar pelo que realmente amava.. e isso acho que valeu por qualquer ano que tenha tido, que tenha lutado, e que tenha modificado. 2010 deu-me um futuro.. Ou pelo menos uma ânsia por um.
2010 abandonou-me sem que eu me apercebesse que o fez.. ouvi os gritos lá fora enquanto escrevia esta entrada, absorvida pelos meus pensamentos. Sim 2010 foi silencioso até a sair de mim, ao som de um piano do Sakamoto.
E agora? O que me espera 2011? Ao som dos fogos de artifício que não estou a ver, penso nisso levemente, sem conseguir definir ao certo o que me trará este ano. Sei que tenho expectativas com ele. Sei que tenho ânsias e desejos, sei que tenho sonhos e que tenho objectivos. Sei que quero agarrar tudo mas também sei que vou perder bastante, de qualquer forma, não creio que desistir seja uma opção.. Nunca. 2011 promete-me um futuro, mas acho que não mo vai oferecer de mão beijada. 2011 acabou de chegar e já me trouxe lágrimas, já me trouxe sentimentos. Não tenho grande expectativa que o ano me dê muito, mas que o pouco que me dê seja uma ponte para um 2012 amplo e positivo. Para que 2012 seja um ano generoso, 2011 terá que ser um ano de trabalho e dedicação, para chegar ao telhado da casa que estou a construir, preciso de bases fortes que tenciono construir este ano.
E com lágrimas me despeço deste diário em 2010, espero escrever aqui mais em 2011, 2012 e 2013.. Espero ganhar força para trabalhar mais, melhorar-me sempre e sorrir sempre cada vez mais, para ser mais feliz. Para o ano cá estarei a ler esta entrada, e a desejar ainda mais para 2012. A sorrir para mim mesma e a pensar "estou a ler as minhas palavras de há um ano..".
Obrigada 2010, até sempre..
Bem vindo 2011, que o pior que me tragas seja o melhor de 2010.
segunda-feira, setembro 27, 2010
27 Setembro
Vou miar alto hoje, bem alto, para ninguém ouvir. Vou falar do que me vier à cabeça, enquanto tudo flui para as teclas. Não me vou preocupar com a ortografia e coerência, quero apenas tentar escrever, visto que não consegui pintar com a luz, que não me consegui exprimir de outra forma.
Hoje foi aquele dia, todo o dia. Aquele dia que nunca mais acabava, que teve tudo para ser daqueles para esquecer e ao mesmo tempo é aquele que é inesquecível. Infelizmente não pelas boas razões.
O dia começa com um belo acidente na ponte, um atraso já garantido, agravado com um acidente de um motociclo. Muitos curiosos, concordo que também eu estava com essa curiosidade. Se pararia o meu carro para ver, acho que não, não me vejo nesse nivel de curiosidade tão intenso que tenha de bloquear todo o destino das pessoas atrás de mim por algo que não me fará diferença nenhuma minutos depois. Tarde e más horas, a Dany ficou doente, tal como o Paulo Jorge. A teoria da multiplicação começa a nascer em mim, fazer o trabalho de três e por vezes quatro pessoas. O ordenado, no entanto, não se multiplica por 3 ou 4. Mal almoço.
Pensei durante o almoço se realmente esta fuga de pessoas para outros países pode ser comparável à fuga da altura da ditadura, quando grande parte da nossa população foi viver para França. Eu acredito que sim, que tudo foi desfazado como antes e que se está a repetir. Mas fugir disto, para onde? Tudo está mau, os valores estão perdidos, a tradição, o amor ao próximo. Esse foi-se e eu incluo-me nesses que perderam muita coisa pelo caminho, muita paciência, muito calor humano, muita e muito de tudo.
Devaneios e horas mais tarde, depois de um telefone constantemente a tocar, de um constante barulho ao meu ouvido vem o pior barulho de todos, o das discussões (que apesar de não ser real, ouço-o bastante bem). Discussões sobre coisas que não acho mal dizer, discussões de coisas que acham que eu sou e discussões sobre coisas que eu nem percebo porque é que são ditas. Discussões, algumas com conteúdo, que me fazem vir de autocarro a pensar porque é que ainda aqui estou. Porque é que não estou a ser quem sempre quiz, independente, lutadora e uma verdadeira leoa. Estou presa a tudo aqui, desde as pessoas ao trabalho. Estou presa a pessoas que já aqui nem estão.. E ainda assim não estou presa, porque a minha mente quer fugir. Todos os dias penso como seria fazer as malas e abandonar esta vida, este país sem esperança. Como seria lutar por algo novo, lutar por mim mesma, por algo que me faça sorrir.
Hoje saí do autocarro a pensar que ainda não sou quem quero ser. Hoje saí a pensar que não entendo estas pessoas, e que acima de tudo não me entendo a mim mesma. Hoje pensei que se pegasse nas malas e voasse daqui para fora, sem dizer nada a ninguém não me importaria, pois o cansaço é tanto que não ligaria nenhuma a abandonar tudo. Hoje não consigo ver o bem que a amizade me fez, o bem que é estar com a pessoa que sempre quiz estar, hoje não consegui ver nada, senão como seria bom pegar em tudo e ir-me embora de vez, sem deixar rastro.
Com todos estes pensamentos, com todos estes sentimentos tive vontade de criar. Hoje tive vontade de vomitar tudo para a tela, pegar numa modelo e conseguir exprimir-me. Hoje queria ter deitado tudo cá para fora e não consegui, tudo ficou preso em mim como palavras que nunca disse e que sei que nunca direi. Hoje pensei que, as acções de cabeça quente são de facto as mais sentidas, as mais sinceras e as mais verdadeiras. Hoje tive vontade de criar e não o fiz. Hoje tive vontade de chorar a todas as horas do meu dia, apeteceu-me estar ao pé do meu pai e simplesmente chorar de cansaço de tudo e de todos. Nem a fotografia me satisfez, porque eu quero é criar, falar, comunicar. Eu quero expressar-me.
Hoje a minha mãe não me tirou jantar, hoje não ficou aqui comigo e mais uma noite, estou sozinha. Cada vez mais assim me sinto, perto de todos e ainda mais longe de tudo. Hoje sinto-me fechada no meu mundinho que podia mudar 360º e eu não me importaria. É aquele dia que o coração está cheio de sentimentos e que ninguém devia ouvir o que eu tenho para dizer porque, das duas uma, ou teriamos uma grande discussão ou a pessoa ficaria completamente passiva aos meus miares de cabeça e coração quentes.
Hoje é sem dúvida um dia para esquecer, mas que eu sei que será inesquecível. Infelizmente, não pelas boas razões.
Hoje foi aquele dia, todo o dia. Aquele dia que nunca mais acabava, que teve tudo para ser daqueles para esquecer e ao mesmo tempo é aquele que é inesquecível. Infelizmente não pelas boas razões.
O dia começa com um belo acidente na ponte, um atraso já garantido, agravado com um acidente de um motociclo. Muitos curiosos, concordo que também eu estava com essa curiosidade. Se pararia o meu carro para ver, acho que não, não me vejo nesse nivel de curiosidade tão intenso que tenha de bloquear todo o destino das pessoas atrás de mim por algo que não me fará diferença nenhuma minutos depois. Tarde e más horas, a Dany ficou doente, tal como o Paulo Jorge. A teoria da multiplicação começa a nascer em mim, fazer o trabalho de três e por vezes quatro pessoas. O ordenado, no entanto, não se multiplica por 3 ou 4. Mal almoço.
Pensei durante o almoço se realmente esta fuga de pessoas para outros países pode ser comparável à fuga da altura da ditadura, quando grande parte da nossa população foi viver para França. Eu acredito que sim, que tudo foi desfazado como antes e que se está a repetir. Mas fugir disto, para onde? Tudo está mau, os valores estão perdidos, a tradição, o amor ao próximo. Esse foi-se e eu incluo-me nesses que perderam muita coisa pelo caminho, muita paciência, muito calor humano, muita e muito de tudo.
Devaneios e horas mais tarde, depois de um telefone constantemente a tocar, de um constante barulho ao meu ouvido vem o pior barulho de todos, o das discussões (que apesar de não ser real, ouço-o bastante bem). Discussões sobre coisas que não acho mal dizer, discussões de coisas que acham que eu sou e discussões sobre coisas que eu nem percebo porque é que são ditas. Discussões, algumas com conteúdo, que me fazem vir de autocarro a pensar porque é que ainda aqui estou. Porque é que não estou a ser quem sempre quiz, independente, lutadora e uma verdadeira leoa. Estou presa a tudo aqui, desde as pessoas ao trabalho. Estou presa a pessoas que já aqui nem estão.. E ainda assim não estou presa, porque a minha mente quer fugir. Todos os dias penso como seria fazer as malas e abandonar esta vida, este país sem esperança. Como seria lutar por algo novo, lutar por mim mesma, por algo que me faça sorrir.
Hoje saí do autocarro a pensar que ainda não sou quem quero ser. Hoje saí a pensar que não entendo estas pessoas, e que acima de tudo não me entendo a mim mesma. Hoje pensei que se pegasse nas malas e voasse daqui para fora, sem dizer nada a ninguém não me importaria, pois o cansaço é tanto que não ligaria nenhuma a abandonar tudo. Hoje não consigo ver o bem que a amizade me fez, o bem que é estar com a pessoa que sempre quiz estar, hoje não consegui ver nada, senão como seria bom pegar em tudo e ir-me embora de vez, sem deixar rastro.
Com todos estes pensamentos, com todos estes sentimentos tive vontade de criar. Hoje tive vontade de vomitar tudo para a tela, pegar numa modelo e conseguir exprimir-me. Hoje queria ter deitado tudo cá para fora e não consegui, tudo ficou preso em mim como palavras que nunca disse e que sei que nunca direi. Hoje pensei que, as acções de cabeça quente são de facto as mais sentidas, as mais sinceras e as mais verdadeiras. Hoje tive vontade de criar e não o fiz. Hoje tive vontade de chorar a todas as horas do meu dia, apeteceu-me estar ao pé do meu pai e simplesmente chorar de cansaço de tudo e de todos. Nem a fotografia me satisfez, porque eu quero é criar, falar, comunicar. Eu quero expressar-me.
Hoje a minha mãe não me tirou jantar, hoje não ficou aqui comigo e mais uma noite, estou sozinha. Cada vez mais assim me sinto, perto de todos e ainda mais longe de tudo. Hoje sinto-me fechada no meu mundinho que podia mudar 360º e eu não me importaria. É aquele dia que o coração está cheio de sentimentos e que ninguém devia ouvir o que eu tenho para dizer porque, das duas uma, ou teriamos uma grande discussão ou a pessoa ficaria completamente passiva aos meus miares de cabeça e coração quentes.
Hoje é sem dúvida um dia para esquecer, mas que eu sei que será inesquecível. Infelizmente, não pelas boas razões.
quarta-feira, setembro 01, 2010
September
Setembro...
Um mês aguardado há uns bons tempos, mas que muita indecisão traz acima da mesa. Que traz opções e escolhas, amargura e (espero eu) bons resultados.
O meu Setembro começa (espero eu) com um sorriso novo, mais branco e mais confiante. Um quarto melhorado, arrumado e branco - como a mais ampla e limpa tela. Uns toques de roxo para ilustrar a irreverência pela qual sou conhecida desde jovem. Um quarto cheio de força para ir contra tudo e contra todos, para triunfar e alcançar aqueles sonhos que sei que me farão sorrir.
Praia, descanso e depois, carga e descarga de energia na fotografia. Flashes, maquilhagem, modelos. Luta pela expressão que há tanto tempo deixei para trás. Onde foi a minha força? Aos poucos fui-me deixando assentar, mas eu nunca fui assim! Eu nunca fui de assentar e é melhor que lute pela minha força e personalidade, antes que seja apenas parte da multidão - algo que sempre prometi a mim mesma que não seria!
Vou tentar correr por felicidade, pelos meus sonhos, por um bom estúdio e por um bom lugar ao sol... onde hajam mulheres bonitas para fotografar, ideias para pintar e criatividade para dar e vender!
Setembro na moda é o Janeiro do ano. E para mim será mesmo. Vai ser o meu ano novo, um ano cheio de objectivos que já se deviam ter concretizado mas foram postos em Hold. Mas é agora que eu tenho de apostar, os anos já se passaram e parece que fiquei como um volcão adormecido na minha própria consciência, misturada com as minhas ideias e fruatração constante.
Está na hora de pegar nas rédeas do meu caminho e mostrar ao mundo o meu potencial, a minha força e a minha preservancia.
I said it before and I will say it again:
Um mês aguardado há uns bons tempos, mas que muita indecisão traz acima da mesa. Que traz opções e escolhas, amargura e (espero eu) bons resultados.
O meu Setembro começa (espero eu) com um sorriso novo, mais branco e mais confiante. Um quarto melhorado, arrumado e branco - como a mais ampla e limpa tela. Uns toques de roxo para ilustrar a irreverência pela qual sou conhecida desde jovem. Um quarto cheio de força para ir contra tudo e contra todos, para triunfar e alcançar aqueles sonhos que sei que me farão sorrir.
Praia, descanso e depois, carga e descarga de energia na fotografia. Flashes, maquilhagem, modelos. Luta pela expressão que há tanto tempo deixei para trás. Onde foi a minha força? Aos poucos fui-me deixando assentar, mas eu nunca fui assim! Eu nunca fui de assentar e é melhor que lute pela minha força e personalidade, antes que seja apenas parte da multidão - algo que sempre prometi a mim mesma que não seria!
Vou tentar correr por felicidade, pelos meus sonhos, por um bom estúdio e por um bom lugar ao sol... onde hajam mulheres bonitas para fotografar, ideias para pintar e criatividade para dar e vender!
Setembro na moda é o Janeiro do ano. E para mim será mesmo. Vai ser o meu ano novo, um ano cheio de objectivos que já se deviam ter concretizado mas foram postos em Hold. Mas é agora que eu tenho de apostar, os anos já se passaram e parece que fiquei como um volcão adormecido na minha própria consciência, misturada com as minhas ideias e fruatração constante.
Está na hora de pegar nas rédeas do meu caminho e mostrar ao mundo o meu potencial, a minha força e a minha preservancia.
I said it before and I will say it again:
I want the world and I am not a patient person
keys:
Fotografia,
Pensamentos,
Ramble,
Revolta,
Up to date
sexta-feira, agosto 27, 2010
She told me so
I want to be the one that got there and kept the integrity intact.
I want to say that I made it and I got there by my own
One day you'll be watching me saying it
And you'll think by a second
"She told me so"
I want to say that I made it and I got there by my own
One day you'll be watching me saying it
And you'll think by a second
"She told me so"
keys:
Fotografia,
Pensamentos,
Portugal,
Revolta,
Sonhos
sexta-feira, agosto 06, 2010
Lost

É nas conversas que tenho que me apercebo que estou mesmo muito perdida. Não sei o que fazer, que caminho tomar e por onde lutar, por onde começar e para onde me dirigir. Está tudo uma mistura de confusão, indecisão e falta de coragem. Por vezes acho que sou muito fraca para seguir os sonhos que tenho, dizem que sonho alto mas como posso viver sem eles? Viver sem sonhos é viver num vazio que nem acredito ser possível existir.
Quando venho no autocarro e volto para casa, esta rotina prende-me. Imagino sessões fotográficas em que me exponho nos olhos dos modelos, transmitindo o que sinto nessas simples mas dolorosas viagens pendulares. A minha vida é um pêndulo mas não consigo aceitar que assim o vá ser para o resto da minha vida. Serei uma eterna lutadora ou uma eterna fracassada? Disseram-me que quando se chega a determinada altura a pessoa resigna-se.. Mas quando chega essa altura? Quando é que a pessoa se habitua ao pêndulo, ao simples, ao desinteressante? Acho que tenho demasiada força e tenho demasiada vontade para ficar confinada a essa rotina triste e miserável, que ninguém se lembrará nas páginas da história. E quando me dizem que é o que me devo e vou tornar tenho raiva e tristeza de que me queiram tornar mais um carneiro neste rebanho sem pastor. Quanto mais divago mais entendo que estou absolutamente perdida e acho que ninguém me está a ajudar a sair do meu labirinto.. Aliás, acho que me querem manter dentro dele.
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Diary,
Fotografia,
Pensamentos,
Ramble,
Work
terça-feira, julho 27, 2010
Projecto Moda (ep1)
Projecto Moda, o novo programa da Rtp1 deixou muito a desejar a todos os fãs que já seguem nos Estados Unidos a passo cada temporada feita. Sendo eu uma deles, e apesar de não ter qualquer formação na área da moda, acredito que sou capaz de dar a minha opinião fundamentada e que sou capaz de criticar este programa (construtivamente).
Primeiro de tudo há que mencionar que a apresentadora é realmente má. Tudo bem que a postura é boa, parece-me boa modelo mas apresentar não é qualquer pessoa que o faz. Acho que foi seca, leu basicamente tudo o que devia ter decorado de alma e faltava-lhe até algum carisma. Há que fazer as pessoas acreditarem que é um reality show, porque de facto, é isso que é.
Quanto aos concorrentes fiquei decepcionada, mas claro está, ainda não vi nada de design nacional que se equipare ao que vejo no project runway todas as temporadas. Todos eles tinham muita falta de auto-estima, tinham desinteresse visual e não souberam aproveitar as silhuetas das modelos. Como já vi escrito em algum lugar, ganhou um vestido que nada de novo tinha, em vez de ganhar o que era mais funcional ou o mais apelativo. Tudo bem que temos de fazer um equilibrio entre o "wearable" e o "sellable" mas a verdade é que para criações batidas e já vistas, temos os chineses em todo o lado. Portugal sempre tentou destinguir-se na qualidade do que exporta, aparentemente o design não está inserido nessa filosofia de qualidade que temos tentado demonstrar do país.
Quanto ao juri sinceramente achei uma enorme falta de respeito estarem todos a falar ao mesmo tempo. Deviam ser educados e um pouco mais críticos quanto à silhueta porque a verdade é que metade dos vestidos que ali estavam eram realmente muito pobres nesse sentido. A escolha dos tecidos foi obviamente muito triste e achei o desafio facílimo. Se dessem 3 dias (no project runway dos EUA teriam dado apenas um dia) para uma simples criação de um vestido de noite preto ou branco, os concorrentes de qualquer temporada do project runway dos Estados Unidos teriam ficado radiantes. E melhor do que radiantes, teriam executado perfeitamente criações úteis, interessantes e certamente mais apetecíveis do que isto.
Quanto ao nosso "Tim Gunn" parece mais um azeiteiro a falar, não tem nível, não tem experiência mas lá vai mandando uma ou outra para a caixa (também nada que qualquer pessoa não pudesse ter feito). Para mim Tim Gunn só há um e por isso há que pelo menos tentar seguir nessa a nossa vertente mais portuguesa, pedindo alguém educado para explicar aos concorrentes que uma pessoa gorda não pode usar um vestido em balão.
E os prémios também me parecem miseráveis.. Onde está o dinheiro para eles fazerem a sua linha de roupa? Estágios e mais cursos? O pessoal quer é dinheiro porque educação já tem que chegue. Mas tasse bem, é apenas mais um detalhe. Tenho pena porque apesar de não ter muita fé na produção nacional de moda nem nos nossos designers portugueses (uns acho que são demasiado conceptuais e outros acho que demasiado pragmáticos), o meu coraçãozinho não se queria fechar para os talentos que pudessem existir no país. Mas se aquilo é o melhor que Portugal tem, pelo amor de Deus, ainda bem que exportamos tudo!
Revejam mas é a temporada do Christian Siriano e aprendam o que é que ele tem que vocês não têm!
Primeiro de tudo há que mencionar que a apresentadora é realmente má. Tudo bem que a postura é boa, parece-me boa modelo mas apresentar não é qualquer pessoa que o faz. Acho que foi seca, leu basicamente tudo o que devia ter decorado de alma e faltava-lhe até algum carisma. Há que fazer as pessoas acreditarem que é um reality show, porque de facto, é isso que é.
Quanto aos concorrentes fiquei decepcionada, mas claro está, ainda não vi nada de design nacional que se equipare ao que vejo no project runway todas as temporadas. Todos eles tinham muita falta de auto-estima, tinham desinteresse visual e não souberam aproveitar as silhuetas das modelos. Como já vi escrito em algum lugar, ganhou um vestido que nada de novo tinha, em vez de ganhar o que era mais funcional ou o mais apelativo. Tudo bem que temos de fazer um equilibrio entre o "wearable" e o "sellable" mas a verdade é que para criações batidas e já vistas, temos os chineses em todo o lado. Portugal sempre tentou destinguir-se na qualidade do que exporta, aparentemente o design não está inserido nessa filosofia de qualidade que temos tentado demonstrar do país.
Quanto ao juri sinceramente achei uma enorme falta de respeito estarem todos a falar ao mesmo tempo. Deviam ser educados e um pouco mais críticos quanto à silhueta porque a verdade é que metade dos vestidos que ali estavam eram realmente muito pobres nesse sentido. A escolha dos tecidos foi obviamente muito triste e achei o desafio facílimo. Se dessem 3 dias (no project runway dos EUA teriam dado apenas um dia) para uma simples criação de um vestido de noite preto ou branco, os concorrentes de qualquer temporada do project runway dos Estados Unidos teriam ficado radiantes. E melhor do que radiantes, teriam executado perfeitamente criações úteis, interessantes e certamente mais apetecíveis do que isto.
Quanto ao nosso "Tim Gunn" parece mais um azeiteiro a falar, não tem nível, não tem experiência mas lá vai mandando uma ou outra para a caixa (também nada que qualquer pessoa não pudesse ter feito). Para mim Tim Gunn só há um e por isso há que pelo menos tentar seguir nessa a nossa vertente mais portuguesa, pedindo alguém educado para explicar aos concorrentes que uma pessoa gorda não pode usar um vestido em balão.
E os prémios também me parecem miseráveis.. Onde está o dinheiro para eles fazerem a sua linha de roupa? Estágios e mais cursos? O pessoal quer é dinheiro porque educação já tem que chegue. Mas tasse bem, é apenas mais um detalhe. Tenho pena porque apesar de não ter muita fé na produção nacional de moda nem nos nossos designers portugueses (uns acho que são demasiado conceptuais e outros acho que demasiado pragmáticos), o meu coraçãozinho não se queria fechar para os talentos que pudessem existir no país. Mas se aquilo é o melhor que Portugal tem, pelo amor de Deus, ainda bem que exportamos tudo!
Revejam mas é a temporada do Christian Siriano e aprendam o que é que ele tem que vocês não têm!
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Pensamentos,
Portugal,
Series
sexta-feira, julho 16, 2010
Televisão
Eu não sou de ler revistas e certamente também não era e ler jornais... pelo menos até agora, que os recebo em mão, das mais variadas editoras e com os mais variados textos. Foi assim que me apercebi de uma forte luta que a SIC anda a travar para manter as audiencias e (ao que parece) força para se manter aberta e com pujança. Ao que parece (também!) tem tentado concorrer com a TVI (que se encontra em primeiro lugar) e com a RTP, que com formatos mais public friendly tem ganho bastante terreno. E agora começa a minha divagação, sobre a SIC, apesar do meu divórcio recente com a televisão em geral.
Eu sou do tempo em que acordava buéé cedo (tipo 7 ou 8 da manhã) ao fim de semana para ver a Ana Malhoa a cantar com o buereré. Eu acordava literalmente a essa hora ao fim de semana para ver os desenhos animados que, com as cores fortes e histórias divertidas me faziam acordar a horas hoje obrigatórias. Também me lembro dos inúmeros filmes de qualidade que a SIC passava, lembro-me de todos do 007, do Sozinho em Casa e do Beethoven. Lembro-me quando eles eram pioneiros em tudo, desde os miúdos até aos graúdos. Os programas da manhã eram os mais vistos pelos velhinhos (pelo menos a minha avó via sempre a Fátima Lopes) e o telejornal era concreto mas bem informativo. O que aconteceu?
Na minha opinião, acho que a SIC se deixou perder. Deixou de apostar, com o medo de que não resultassem as escolhas que fizessem e encostaram-se às audiências que já tinham, sem lhes oferecer boas e novas opções. Encostou-se CLARO às novelas da Globo, que já não são o que eram. Antes eu lembro-me de ver milhentas delas e até as consigo nomear: "Explode Coração", "A indomada", "Torre de Babel", "Salsaemerengue", "New wave", "O Clone"... Aliás, lembro-me da minha tia quando eu era mais nova, parar para ver a Salsaemerengue... Parar! Agora os nomes das novelas perdem-se no meio do desinteresse do público, que já não entende a vida brasileira e o ritmo que levam. Qual a solução arranjada? Copiarem formatos de novelas e séries de uma qualidade bem inferior. Temos agora a "Lua Vermelha", uma cópia do terrível Twilight. Tinhamos a Floribela, uma cópia da Floribela Brasileira e espanhola. Pior que tudo isso, novelas inteiras dobradas em português... Qual é o objectivo disso? É ridículo.
Os programas da manhã também estagnaram. A Fátima Lopes bem que ia mudando o espacinho dela, mas não haviam grandes e novos segmentos. As piadas eram más, os cenários eram deprimentes e as histórias que lá levaram... Por favor, deprimente ao quadrado! As bandas eram constantemente as mesmas e sinceramente, desistiram de procurar novos talentos, porque simplesmente em Portugal nem os deve haver!!
A informação também não prima pelo interesse, e os desenhos animados desistiram para o mundo. Séries que nos agarravam como o Pokemon e outras tais de grande comercialidade, puff, já eram! Lembro-me de ver o Homem Aranha e adorava, apesar de não seguir com regularidade! Aliás, ainda me lembro de discutir com a minha mãe e de chegar atrasada à escola para ficar a ver Marmalade Boy em casa, a história de amor deles os dois era a novela que precisava quando andava no 7º ano. Assim se vê o que eu já gostava de manga.
Então para mim é óbvio que a SIC não piorou.. desistiu e estagnou.. enquanto as outras se tornaram melhor. É verdade que a TVI tem um maior SHARE que a RTP mas ambas têm públicos muito distintos (pelo menos na minha opinião). A TVI sempre teve uma visão mais emocional, mais dramática da coisa. Todos os seus programas apostam nisso, desde as novelas indecentes para as faixas etárias que se destinam, até aos programas da manhã e da tarde a falar de dramas pessoais que devem ser guardados em casa ou presenteados a alguém mais Oprah e menos Júlia Pinheiro. Já a RTP tomou um caminho mais cultural, abraçou os registos do antigamente e misturou-os com um presente de pés bem assentes no chão. Apostou nos programas culturais (Como o "Quem quer ser milionário" e "O elo mais fraco"), apostou na informação clara, concisa e livre de excessos e acima de tudo, apostou em séries. SIM Séries! É esse o segredo, mostrar ao país boas séries para que eles entendam o que de melhor se faz no estrangeiro. Eu fico presa, imagino o resto do país! A Sic tem de crescer em muitos sentidos.. e eu até tenho a solução para isso:
Eu sou do tempo em que acordava buéé cedo (tipo 7 ou 8 da manhã) ao fim de semana para ver a Ana Malhoa a cantar com o buereré. Eu acordava literalmente a essa hora ao fim de semana para ver os desenhos animados que, com as cores fortes e histórias divertidas me faziam acordar a horas hoje obrigatórias. Também me lembro dos inúmeros filmes de qualidade que a SIC passava, lembro-me de todos do 007, do Sozinho em Casa e do Beethoven. Lembro-me quando eles eram pioneiros em tudo, desde os miúdos até aos graúdos. Os programas da manhã eram os mais vistos pelos velhinhos (pelo menos a minha avó via sempre a Fátima Lopes) e o telejornal era concreto mas bem informativo. O que aconteceu?
Na minha opinião, acho que a SIC se deixou perder. Deixou de apostar, com o medo de que não resultassem as escolhas que fizessem e encostaram-se às audiências que já tinham, sem lhes oferecer boas e novas opções. Encostou-se CLARO às novelas da Globo, que já não são o que eram. Antes eu lembro-me de ver milhentas delas e até as consigo nomear: "Explode Coração", "A indomada", "Torre de Babel", "Salsaemerengue", "New wave", "O Clone"... Aliás, lembro-me da minha tia quando eu era mais nova, parar para ver a Salsaemerengue... Parar! Agora os nomes das novelas perdem-se no meio do desinteresse do público, que já não entende a vida brasileira e o ritmo que levam. Qual a solução arranjada? Copiarem formatos de novelas e séries de uma qualidade bem inferior. Temos agora a "Lua Vermelha", uma cópia do terrível Twilight. Tinhamos a Floribela, uma cópia da Floribela Brasileira e espanhola. Pior que tudo isso, novelas inteiras dobradas em português... Qual é o objectivo disso? É ridículo.
Os programas da manhã também estagnaram. A Fátima Lopes bem que ia mudando o espacinho dela, mas não haviam grandes e novos segmentos. As piadas eram más, os cenários eram deprimentes e as histórias que lá levaram... Por favor, deprimente ao quadrado! As bandas eram constantemente as mesmas e sinceramente, desistiram de procurar novos talentos, porque simplesmente em Portugal nem os deve haver!!
A informação também não prima pelo interesse, e os desenhos animados desistiram para o mundo. Séries que nos agarravam como o Pokemon e outras tais de grande comercialidade, puff, já eram! Lembro-me de ver o Homem Aranha e adorava, apesar de não seguir com regularidade! Aliás, ainda me lembro de discutir com a minha mãe e de chegar atrasada à escola para ficar a ver Marmalade Boy em casa, a história de amor deles os dois era a novela que precisava quando andava no 7º ano. Assim se vê o que eu já gostava de manga.
Então para mim é óbvio que a SIC não piorou.. desistiu e estagnou.. enquanto as outras se tornaram melhor. É verdade que a TVI tem um maior SHARE que a RTP mas ambas têm públicos muito distintos (pelo menos na minha opinião). A TVI sempre teve uma visão mais emocional, mais dramática da coisa. Todos os seus programas apostam nisso, desde as novelas indecentes para as faixas etárias que se destinam, até aos programas da manhã e da tarde a falar de dramas pessoais que devem ser guardados em casa ou presenteados a alguém mais Oprah e menos Júlia Pinheiro. Já a RTP tomou um caminho mais cultural, abraçou os registos do antigamente e misturou-os com um presente de pés bem assentes no chão. Apostou nos programas culturais (Como o "Quem quer ser milionário" e "O elo mais fraco"), apostou na informação clara, concisa e livre de excessos e acima de tudo, apostou em séries. SIM Séries! É esse o segredo, mostrar ao país boas séries para que eles entendam o que de melhor se faz no estrangeiro. Eu fico presa, imagino o resto do país! A Sic tem de crescer em muitos sentidos.. e eu até tenho a solução para isso:
- Logo de manhã darem pelo menos uma hora de desenhos animados, para os putos pedirem às mães para ver enquanto comem os cereais. Eles têm muita força no que pedem.
- Seguir os programas da manhã, com um formato mais intelectual a mostrar o nosso país. Apostem num apresentador coerente e divertido, acompanhado de uma mulher bonita que o ajude a apresentar para os velhinhos. Viagem pelo nosso Portugal, façam segmentos em museus, meu deus, explorem por amor de Deus o nosso país. E sejam divertidos no que fazem, as pessoas querem animação e não desanimação.
- E que tal um programa de culinária? Ainda se lembram? Eu lembro de alguns que adorava ver, e hoje em dia muitas jovens gostavam de aprender a cozinhar para os namorados ou mesmo para elas próprias.. Apostem!
- De tarde, Telejornal simples, conciso... Espanha style
- De tarde, programas pequenos de estilo "Quem quer ganha" ou "Passa a Palavra" (que eu adorava em Espanha!), além de um programa de duas horas para os velhinhos de tarde. Eles gostam e o comum dos mortais está a trabalhar!
- Uma boa série ao fim do dia, para quando os trabalhadores chegam a casa.. Ou isso ou uma série para os mais novos, o que não faltam é séries apelativas aos mais jovens, é só comprar e passar!
- Jornal da Noite, dispensa-se excessiva repetição de reportagens da noite anterior ou sketches do Jornal do Almoço, thank you!
- Programa de cultura, perguntas CULTURAIS, sei lá. Ou isso ou uma série, um filme, qualquer coisa que não sejam programas para atrasados mentais ou coisas sem desenvolvimento mental absolutamente nenhum! Apostem na produção nacional, com guiões adaptados de séries interessantes e com ACTORES como deve de ser.. Dispensam-se os modelos que Falam-assim-a-ler-o-teleponto.
- À noite (não necessariamente às 3 da manhã!), um bom filme, uma boa série. Repassem séries de qualidade, algo que prenda aqueles que ficam a ver televisão a essa hora. Séries históricas, de ficção ciêntifica.. Hello? Mercado internacional tem imensas.
Foi só um desabafo meu. Porque tenho pena, eu gostava mesmo muito da SIC... era a minha favorita desde muito muito jovem.
quarta-feira, julho 14, 2010
quinta-feira, maio 27, 2010
Diários de uma recepcionista III
Hoje estou farta. Hoje estou farta deste emprego, destas pessoas e acima de tudo de que achem que tenho sempre um plano maquiavélico no meu subconsciente que vai destruir esta empresa tão bem construída sobre os ombros dos empregados. Hoje estou farta de estar completamente isolada num quadradinho, no meio de uma sala, onde, apesar de haver sorrisos, são fracamente esboçados, os bons dias não são sentidos e eu não sinto particular afinidade com ninguém. Hoje estou farta de sentir saudades dos meus miúdos, da minha fotografia e de não poder sorrir inocentemente com coisas que se poderiam passar, e que não passam, infelizmente na minha vida. Hoje cansei-me do meu quadradinho e cansei-me de estar aqui, provavelmente é daquelas minhas coisas, que eu me canso e amanhã, já depois do descanso, já estou pronta a ficar cansada novamente. Mas efectivamente, hoje, estou fartinha deste meu quadradinho, das pessoas me interpretarem mal, de não me quererem conhecer e de não se preocuparem com o que eu posso ter querido dizer com frase x ou y. Hoje cansei-me dos erros dos outros serem tomados como os meus, de levar raspanetes que não mereço e que não me são dirigidos. Hoje estou simplesmente farta. Dos carros, da empresa, dos telefonemas e acima de tudo, das crianças. E apetecia-me algo forte, não saltar deste 9º piso mas pelo menos sair porta fora e mandar todos à merda.
Suponho que este seja o sentimento de todos os que trabalham, mas se todos sentem o mesmo, porque agem da mesma forma para que os que o rodeiam se sintam assim mesmo? Enfim.
Suponho que este seja o sentimento de todos os que trabalham, mas se todos sentem o mesmo, porque agem da mesma forma para que os que o rodeiam se sintam assim mesmo? Enfim.
A música de hoje...
segunda-feira, maio 17, 2010
Às vezes
Quantas vezes eu não olho para as minhas fotos e revejo a minha imagem e expressão? Quantas vezes eu não corro o facebook, o fotolog e o hi5 só a ver a minha história, os meus sorrisos e os meus momentos passados, onde aparentemente eu era mais feliz?
Pergunto-me se gosto de mim mesma, se gosto desta Raquel que me tornei, tão menos independente e tão mais apática em relação ao que quero para mim mesma e ao que considero necessário para me fazer feliz. Pergunto-me se dei demasiado o braço a torcer e se está na hora de ser mais pedinchona, mais necessitada e definitivamente mais importante na minha lista de perioridades...
É um facto que já não me conheço. A força que tinha há uns anos, a chama que me ardia no peito, a vontade que tinha para mudar o mundo, que sentia a 500% no meu peito, sinto agora a uns 200%, que apesar de ser muito de forma alguma se compara à minha força anterior. Para onde foi? Porque fugiu? Devo eu prender-me e conter-me ou devo ser a explosão que era antes?
Às vezes tenho saudades das minhas certezas, da minha força e do meu amor... Às vezes...
Pergunto-me se gosto de mim mesma, se gosto desta Raquel que me tornei, tão menos independente e tão mais apática em relação ao que quero para mim mesma e ao que considero necessário para me fazer feliz. Pergunto-me se dei demasiado o braço a torcer e se está na hora de ser mais pedinchona, mais necessitada e definitivamente mais importante na minha lista de perioridades...
É um facto que já não me conheço. A força que tinha há uns anos, a chama que me ardia no peito, a vontade que tinha para mudar o mundo, que sentia a 500% no meu peito, sinto agora a uns 200%, que apesar de ser muito de forma alguma se compara à minha força anterior. Para onde foi? Porque fugiu? Devo eu prender-me e conter-me ou devo ser a explosão que era antes?
Às vezes tenho saudades das minhas certezas, da minha força e do meu amor... Às vezes...
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sexta-feira, maio 14, 2010
Diários de uma recepcionista II
Não lido bem com separações. Acima de tudo, não lido nada bem com este mundo de adultos que, apesar de ensinarem às crianças que nem tudo é mau, demonstram-lhes isso mesmo tendo determinados pensamentos e atitudes, tão longe dos mais novos. Menos inocentes, sem dúvida, menos esperançosos, com menos vontade e muito (mas muito mesmo) mais desistentes e resignados. Com que idade é que nós deixamos de lutar pelo que acreditamos? Com que idade é que deixamos de ter sonhos e desejos, que mesmo que impossiveis de concretizar, estão tão perto que quase os agarramos com as mãos? Quando é que entramos no "entra-sai-entra" de empresa e deixamos de nos importar com quem vai e com quem veio para ficar? Qual é a idade em que, tudo isso e muito mais acontece?
Com que idade é que te sentas no autocarro, olhas em volta e percebes que és mesmo pequenino, comparado com a grandeza do mundo e dos problemas do teu país? Que olhas em volta e sentes que não estás a fazer a tua parte para melhorar ou piorar, és apenas um igual aos que te rodeiam que nem sabes quem são, nem importa?
Mais um dos pensamentos de trabalho. Preciso de um bom fim de semana, que me encha de força para uma semana nova.. Ah e de sol, se faz favor.
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Copyright 2010 Raquel Marques.




