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sexta-feira, outubro 07, 2011

The Glamorous life of Lisbon's Fashion Week (day1)

Apesar de nunca ter feito fotografia de evento de forma muito séria, lá fui eu, fotografar o moda Lisboa, directamente para os leões. Graças a deus que tenho a lata de perguntar às pessoas se posso fazer uma foto, e como sou sorridente, tranquilizo-as após o ter feito, promovendo a HIT MAG que não se está a promover sozinha. 

Para mim, a Moda Lisboa é um marco importante no mundo da Moda, mas não no meu mundo da moda. Não sigo as tendências, não conheço os designers e certamente não estou lá pela "vida social" daquele mundo. Se assim fosse teria certamente muitas mais oportunidades, se tivesse o dom da persuasão, esse grande gift sairia de lá muito mais bem artilhada de contactos e caras novas para as minhas sessões. Infelizmente esse dom não me pertence. Vou tentando (à minha maneira) conhecer pessoas para trabalhar, mas não é fácil de forma alguma. 

Cheguei cedíssimo e fotografei meio mundo bem vestido nos Paços do concelho. Para mim, é o segredo do Moda Lisboa que me informaram de retratar: Pessoas bem vestidas, detalhes interessantes e lifestyle acima de tudo. Bom, ainda bem que tirei o primeiro dia para fazer as borradas todas, porque convém que os próximos dias sejam mais bem fotografados. Preocupei-me muito em fazer fotos desnecessárias dos desfiles, coisa que, de facto, não interessava para nada no meu trabalho. Estava ultra cansada ao fim do dia, com dores de cabeça e com fome! 

Sim porque o mundo da moda não come, mas bebe que mete respeito. Não houve um bar que me pudesse dar uma garrafa de água, todos diziam só ter cocktails, e comida? Apenas fruta para os já mencionados cocktails. Lá um café me deu um copinho de água, mas comida, nem vê-la. 

A minha moda não é isto. Não são pessoas bem vestidas, mas sim pessoas com mãos para trabalhar nos projectos que realizamos em conjunto. Para mim, a moda são as fotografias, a calmia do estúdio, as conversas com as modelos e suas mães, os trabalhos para revistas, os editoriais, o trabalho de estúdio e exterior. Isso para mim é a moda, não uma tenda gigante com pessoas alcoólicas que não sabem sequer o nome umas das outras. Mas curiosamente o que todos têm ideia que eu estou a fazer, é um trabalho glamoroso do Moda Lisboa, algo fenomenal, cheio de pessoas conhecidas, bem vestidas e sorridentes. Não sei como é que esta imagem veio cá para fora.. Mas sei que tenho mais de 1000 fotos para passar, escolher e editar. E não vejo muito glamour nisso...

O meu primeiro dia de moda Lisboa foi então um resumo do seguinte: Modelos bonitas às quais não tenho acesso, stylists que não sei onde andam, muita fome, muita sede, revistas a mais, muitas pessoas, alguma dor de cabeça, discussões com o André (ou pelo menos desprezo da parte dele), solidão no meio de milhentas pessoas, muito cansaço, duas torradas de jantar e adormecer vestida e maquilhada. Espero que, os erros de ontem, melhorem o meu hoje, porque lá terei de voltar aos bichos às 6 da tarde. Espero estar aqui para recordar este dia, com melhores notícias, amanhã!

quarta-feira, maio 04, 2011

A few words from an insane mind

Em negociações e contactos. Time to network and forget the skeletons in the closet. Passo a passo caminha-se, sem pressas, para os objectivos. But still, the biggest monster i keep seeing, is reflected in my mirror, like it has always been.

quinta-feira, abril 21, 2011

Chuvas

Já há imenso tempo que não escrevinho aqui, que não penso algo e digo o que sinto no meu livrinho virtual. É incrível.. Nunca escondi este link e mesmo assim, nunca ninguém o encontrou... O que, sinceramente, pouca ou nenhuma diferença me faz..

Estou deitada no sofá e ouço a chuva a bater na vidraça, no telhado e no chão da rua. Aliás, até o cair da chuva se ouve, quase de igual forma ao seu embater no chão molhado.. Umas vezes mais fortes, outras mais fracas, a chuva é leve e forte, como as ondas do mar, que ora são suaves e arrastam sonhos, ora são fortes e embatem nas rochas, despedaçando-se em mil gotinhas de pensamentos perdidos.

Tenho um texto para passar para o meu blogue, mas ando com preguiça de o fazer, aliás, tenho imenso que fazer e isso não está relacionado directamente com aquilo que efectivamente faço... O que é um pouco grave, mas passa bem.

São 23:32, hora do espelho, tenho de me ir deitar, descansar a cabeça, os olhos e o coração.. E só espero que não tenha mais telefonemas interessantes esta noite, ficaria bastante incomodada com isso, verdade seja dita.

terça-feira, abril 12, 2011

Alone

Hoje senti-me sozinha desde o primeiro minuto que acordei até quando me deitei. Vasculhei pelo telemovel alguem que me matasse a solidão e vi, que na verdade, amigos de verdade só tenho 3. Mas isto eu sempre soube. O que eu não sabia é que esses 3 tambem me iam deixar. Pergunto-me se queria voltar atrás no tempo, mas não tenho resposta. Estou tão confusa e sinto tanto a tua falta...

domingo, março 20, 2011

applying foundation

Vai fazer uma semana que não me deito sem chorar, mas para o mundo estou apenas com dor de cabeça e cansada. Para todos os efeitos "I'm fine" even though I'm not.

quarta-feira, março 16, 2011

good evening

mais uma noite com os pés frios, debaixo do edredon...

Freedom when you're not free at all

Sempre pensei em tudo o que faria quando me visse livre das tuas correntes. Curiosamente, agora tenho toda a liberdade e não a sinto. Provavelmente porque ainda não estou livre de ti. Provavelmente nunca estarei totalmente. Mas verdade seja dita, esperava mais de ti, mais luta, menos resignação. Acredita que consigo passar à frente, ainda que o meu coração queira acreditar que ainda estás aí para mim e não és igual a todos os outros que já me deixaram as lágrimas na escada.

segunda-feira, março 14, 2011

Caiu algo na entrada

Hoje começa a grande luta, a luta que decidirá se vou ou fico. As dores que tenho no peito abrem-me cicatrizes que eu pensava já estarem saradas, e afinal ainda jorram sangue como um vulcão adormecido. No fundo, as lutas baseiam-se sempre nesses pilares: se abandonamos o forte ou se ficamos até ser disparada a última bala do canhão adversário. E como doi levar com as balas... Tenho todos os argumentos para ir. Todos os da lista consigo deixar uma cruz para assinalar as fundações do abandono. Mas tenho um bravo aliado contra mim: o coração. Com este luto a toda a hora, mostro-lhe o caminho da iluminação mas ele sempre foi bastante burro. E agora, que a história se repete ele está mais débil do que antes porque por este, este parvo coração dava a vida e a morte. Por este, o coração põe-se em segundo lugar, ainda que deva ser o primeiro. Assim sendo, fica dificil admitir a derrota.. Este amor era aquele amor, o das musicas e o das frases bonitas. Este era o amor da estrela e da lua, do principe e da raposa, das mãos dadas e da luta contra tudo e todos.. Era este o amor e escapou-me.. Nunca o vou recuperar, quer baixe a cabeça ou a levante olhando a saída: verdade seja dita, sairei sempre a perder.

quarta-feira, fevereiro 23, 2011

Ups

A preparar-me para o esticão.

quarta-feira, janeiro 26, 2011

Groupies

Groupies from Greg Kadel Studios on Vimeo.

Fodasse, hoje é daqueles dias que me apetece mandar tudo à fava e simplesmente dedicar-me a isto. 
Ah mas antes de sair, mandava todos à merda. Todos não, só a ela.

quinta-feira, janeiro 20, 2011

January ramble..

Não sei se é do frio agressivo ou se da má disposição matinal, mas acho que cheguei à conclusão que as quintas feiras são o meu worst day ever, só que todas as semanas. Durante a minha sempre curta mas sempre sentida como mais longa do que na verdade é, enquanto visualizava a paisagem de Lisboa, o rio, e tudo o que rodeia a grande e majestosa Ponte 25 de Abril, perdi-me nos meus pensamentos anti Portugal e num sonho de futuro que gostava de ter, longe daqui.


Depois pergunto-me.. É de mim? Querer algo maior, sonhar e não esperar que te entreguem tudo de mão beijada mas que te dêm permissão para pelo menos teres ambições? Parece-me que é apenas de mim. E apesar de não contar com a ajuda de ninguém, também dispenso pessoas que não me dão boas energias e força para subir, para me melhorar a mim mesma. Penso mil vezes que, para me puxar para baixo tenho eu mesma e a horrivel realidade em que vivemos, mas parece que não me consigo afastar daqueles que não têm fé no que quero e no que ambiciono. Quase que sinto que estou a lutar sozinha, com toda a gente, amigos e inimigo.

Provavelmente sou eu que tenho a mania da perseguição, provavelmente sou eu que não sei o que quero e o que é melhor para mim, mas como jovem de 22 anos não me cabe a mim descobrir? Lutar? Às vezes apetece-me meter-me no avião e desaparecer daqui, deste lugar cheio de más energias. Pensei mesmo hoje, para quê ficar? Subitamente lembrei-me que em breve estaremos em eleições e eu, que nem sei decidir nada de mim e que ando com imensas dúvidas existenciais, pergunto-me em quem hei-de votar. Todos me parecem falsos e ninguém vai mudar o país em que estou a viver. Nenhum deles vai contribuir em nada para facilitar a minha vida e também não me vai dar oportunidades para eu melhorar em nada. Além disso, e de enorme importância, é que não me vão proporcionar ajuda em nada, e provavelmente vão dificultar ainda mais a vida de toda a gente que até me tenha interesse em ajudar. Pensei em votar no Pato Donald, mas também nunca gostei dele..


Ontem foi o último dia do workshop. Saí de lá destroçada, sem saber ao certo porquê.. podiam ter sido várias as razões, o facto de perder contacto com pessoas com quem já criei alguns laços, ter-me sabido a pouco ou muito provavelmente pela falta de perspectivas que tenho em relação á fotografia. Procurava que o Mário, ainda que não ajudasse, proporcionasse um veículo de aprendizagem mais extenso do que um simples curso, que se demonstrasse mais aberto à possibilidade de estagiar e de aprender mais do que preciso. Criar mais confiança em mim mesma e ter uma "rede de segurança" a fazer o que mais gosto de fazer. Infelizmente isto não é uma opção e agora vejo-me sem rede. Basicamente, como no circo, tenho de caminhar de um lado para o outro da corda sem qualquer rede de segurança, apoio ou colchão lá em baixo (que me apare a queda). Mas acho que isso não me deveria deprimir (ainda que deprima). Não me devia afectar e eu devia simplesmente passar ao lado e ser mais forte e mostrar às pessoas que estão erradas. Tenho imenso para provar a toda a gente, aos meus pais, ao Mário e a todos aqueles que nunca acreditaram em mim. Tenho imenso para provar ao meu espelho que, todos os dias me enche de dúvidas e desilusões.



Hoje não me parece, talvez amanhã.. 
Talvez amanhã já esteja mais forte, mas hoje ainda devo ter angústia no meu peito, até ela passar, conto que o faça depressa.

domingo, janeiro 09, 2011

1:46 am

ja nem sei se sou eu que não sou boa o suficiente para ti, ou se me fazes desistir de o ser.. tenho saudades tuas

sexta-feira, dezembro 31, 2010

2010/2011

É ao encontrar-me sozinha em casa e sozinha na entrada deste próximo ano, que mais confiante me sinto de dieixar umas linhas sobre o ano de 2010 e as minhas expectativas para 2011.. Primeiro vou dar uma leitura na minha entrada de 2010..

Já li, e como pensei, quando entrei este ano não tinha muitas expectativas.. Não tinha porque era um ano que eu tencionava abrir portas ao meu conhecimento, à minha mente e ao meu futuro. Queria aprender com a vida, conhecer o mundo e saber o sacrifício que seria lutar pelo que se ama. Descobrir a verdadeira paixão, traçar um caminho e lutar por ele.. Talvez fosse isso que o meu subconsciente pensasse quando iniciei o ano de 2010.

Ainda assim começo por dizer que este ano não foi generoso. Não houveram amizades novas a salientar, não houveram pessoas a destacar-se como novidades na minha vida. O que houveram foram amizades que me desmonstraram a sua força, a sua pressistência e a sua preservança. E isso é o que agradeço a 2010. Não lhe agradeço o que me deu material mas sim o que me deu espiritual.. Deu-me uma versatilidade que eu jamais tinha sentido, deu-me os meus meninos, deu-me formas de ensinar e ao mesmo tempo de aprender, deu-me uma mão para esticar às minhas crianças, aos meus amigos e a mim mesma.. 2010 não foi famoso comigo mesma, não foi generoso com o meu coração e maltratou-me e deixou que lágrimas minhas vertessem pelo que não merecia. Mas isso só pode fazer parte do meu conhecimento pessoal e da minha força interior, que ano após ano fica mais forte para lutar contra o que ainda tenho para viver.

Ainda assim, 2010 trouxe-me muito. Especialmente expectativas. Trouxe-me uma vontade de aprender, triunfar e mudar-me a mim mesma, mantendo-me sempre verdadeira a quem amo e à minha própria imagem. 2010 criou-me o bicho da luta pelos meus sonhos, criou-me mais do que esses mesmos sonhos, objectivos concretos. Deixou de ser uma ideia para ser um caminho, uma luta, uma vontade e um futuro. Isso foi o que 2010 mais criou em mim, deixou no meu coração uma força para lutar que eu jamais teria pensado conseguir. Ou seja, com o longo ano que foi, com a quantidade de pessoas que fui, com a quantidade de quem tencionei ser, acabei por encontrar-me a mim mesma, sem jogos, brincadeiras ou lutas interiores. Com os conhecimentos que aprendi este ano alcancei o que nunca imaginei, uma verdade de mim mesma que tanto lutei para ter...

Em termos de amigos, os meus pilares continuam os mesmos. E graças a Deus (ou a mim mesma) que já não me engano. Aliás, não consigo fazê-lo, pois sinto que não devo apenas a mim. Esta distinção tem de ser feita, não posso confundir os meus amigos com os conhecidos, que jamais fizeram metade do que os primeiros por mim fizeram... Seria injusto. Os meus amigos são aqueles que, com os dedinhos das mãos conto, são aqueles que não me dizem que não sabem se me podem encontrar nos meus anos, mas sim são aqueles que perguntam a data e a hora. Esses são os amigos, aqueles que não preciso de falar para saberem o que eu penso, que não preciso de chamar para os ter ao meu lado. Amigos são aqueles que, passe o tempo que passar, o sentimento é o mesmo, nada muda, as conversas são as mesmas e as confianças igualmente.. Isso para mim são amigos, sem confusões, sem misturas e sem jogos.

2010 também me trouxe desilusões no amor, enquanto me presenteava com o mesmo. O início do ano foi mais frio, mas aqueceu no final. Não sei se lhe perdoo este desiquilíbrio, não sei se perdoo que me tenha feito chorar como fez, se lhe devo perdoar por me ter ensinado o verdadeiro valor de uma relação face ao meu prórpio valor. Não sei se hei-de perdoar-lhe o que me fez sofrer e o que me fez sorrir. Mais cedo ou mais tarde vou fazê-lo e tirarei alguma lição valiosa deste ano, destes ensinamentos e deste desiquilíbrio, mas ainda não é agora, que estou tão feliz que o conseguirei fazer. Acho que 2010 deu a muita gente os olhos que 2009 tirou. Demonstrou talvez que, muitos na verdade são poucos, que é fácil tirar e díficil dar, dificil permanecer. Talvez tenha sido isso.. Talvez não, de qualquer forma, 2010 não me deu estabilidade nesta matéria.. Nem podia.

2010 deu-me sorrisos e lágrimas, deu-me coisas que perdi e que ganhei... Como já 2009 tinha outrora feito. Deu-me agora para o final, um amor que vale por tudo, que é duro mas é suave, que cuida e trata, que valoriza sem dizer nada, demonstrando em acções que eu jamais poderia imaginar. Deu-me um amor que 2009 me fez esquecer, deu-me um amor que não preciso de falar para me entender, que eu ambiciono que triunfe, que eu desejo ter a meu lado nos meus prórios triunfos..

Mas se há coisa que 2010 me deu foi a minha força interior, aquela que eu pensava ter esquecido. Aliás, deu-me um pedacinho dessa força para que eu tenha de lutar pelo resto dela, que aos poucos vai reavendo o meu corpo. 2010 deu-me o fogo no peito da fotografia, decidiu-me no meu futuro, decidiu-me no meu amor por um objectivo fixo, deu-me um caminho a seguir e por isso lhe agradeço. Nem poderia não o fazer, pois nenhum outro me tinha dado este olhar para a vida, para o horizonte e ao mesmo tempo, para mim mesma.. 2010 foi versátil para me ajudar a identificar um caminho fixo, um sorriso interior e uma nova luta para vencer. Deixou-me perder coisas que gostava para lutar pelo que realmente amava.. e isso acho que valeu por qualquer ano que tenha tido, que tenha lutado, e que tenha modificado. 2010 deu-me um futuro.. Ou pelo menos uma ânsia por um.

2010 abandonou-me sem que eu me apercebesse que o fez.. ouvi os gritos lá fora enquanto escrevia esta entrada, absorvida pelos meus pensamentos. Sim 2010 foi silencioso até a sair de mim, ao som de um piano do Sakamoto.

E agora? O que me espera 2011? Ao som dos fogos de artifício que não estou a ver, penso nisso levemente, sem conseguir definir ao certo o que me trará este ano. Sei que tenho expectativas com ele. Sei que tenho ânsias e desejos, sei que tenho sonhos e que tenho objectivos. Sei que quero agarrar tudo mas também sei que vou perder bastante, de qualquer forma, não creio que desistir seja uma opção.. Nunca. 2011 promete-me um futuro, mas acho que não mo vai oferecer de mão beijada. 2011 acabou de chegar e já me trouxe lágrimas, já me trouxe sentimentos. Não tenho grande expectativa que o ano me dê muito, mas que o pouco que me dê seja uma ponte para um 2012 amplo e positivo. Para que 2012 seja um ano generoso, 2011 terá que ser um ano de trabalho e dedicação, para chegar ao telhado da casa que estou a construir, preciso de bases fortes que tenciono construir este ano.

E com lágrimas me despeço deste diário em 2010, espero escrever aqui mais em 2011, 2012 e 2013.. Espero ganhar força para trabalhar mais, melhorar-me sempre e sorrir sempre cada vez mais, para ser mais feliz. Para o ano cá estarei a ler esta entrada, e a desejar ainda mais para 2012. A sorrir para mim mesma e a pensar "estou a ler as minhas palavras de há um ano..".

Obrigada 2010, até sempre..

Bem vindo 2011, que o pior que me tragas seja o melhor de 2010.

sábado, outubro 09, 2010

Devaneio de sábado

Hoje perdi-me a ver os meus passos passados. Vi como escrevia dedicadamente, como me apaixonei pela vida e pelos sorrisos. Vi como me apaixonei pelas pessoas. E agora? Estou tao perdida, o meu caminho ficou tao esbatido que nem sei como o voltar a desenhar. Fico confusa como é que isto tudo aconteceu, como é que me perdi sem me conseguir encontrar. Eu sempre amei as coisas pequenas da vida, sempre amei a luz, o sol, o caminhar, enfim, amei tudo. E agora sinto que não tenho amor, nem por mim nem por ninguém. Sinto que existo, que respiro e que os meus fracos sentimentos já não me dominam o ser, como outrora fizeram.

Os meus poemas, as minhas linhas e letras, cobertas de tudo o que se possa sentir, estão de tal forma longínquos que já mal me lembro deles. Não sei realmente como aconteceu, mas perdi-me, perdi o meu amor à fotografia, que tantas fotos me trouxe e me fizeram sorrir. Até perdi o sorriso para um monótono e normal olhar, que simplesmente não faz sentido, não tem força e não é a Raquel..

As musicas que ouvia, os comentários que fazia (e recebia), onde foi tudo parar? Onde perdi? Onde ficou tudo? Tenho saudades disso tudo, de sorrir, de ser feliz e de ser careless, como outrora fui. Não quero crescer, quero ser a feliz alma que sempre soube que era!

segunda-feira, setembro 27, 2010

27 Setembro

Vou miar alto hoje, bem alto, para ninguém ouvir. Vou falar do que me vier à cabeça, enquanto tudo flui para as teclas. Não me vou preocupar com a ortografia e coerência, quero apenas tentar escrever, visto que não consegui pintar com a luz, que não me consegui exprimir de outra forma.

Hoje foi aquele dia, todo o dia. Aquele dia que nunca mais acabava, que teve tudo para ser daqueles para esquecer e ao mesmo tempo é aquele que é inesquecível. Infelizmente não pelas boas razões.

O dia começa com um belo acidente na ponte, um atraso já garantido, agravado com um acidente de um motociclo. Muitos curiosos, concordo que também eu estava com essa curiosidade. Se pararia o meu carro para ver, acho que não, não me vejo nesse nivel de curiosidade tão intenso que tenha de bloquear todo o destino das pessoas atrás de mim por algo que não me fará diferença nenhuma minutos depois. Tarde e más horas, a Dany ficou doente, tal como o Paulo Jorge. A teoria da multiplicação começa a nascer em mim, fazer o trabalho de três e por vezes quatro pessoas. O ordenado, no entanto, não se multiplica por 3 ou 4. Mal almoço.

Pensei durante o almoço se realmente esta fuga de pessoas para outros países pode ser comparável à fuga da altura da ditadura, quando grande parte da nossa população foi viver para França. Eu acredito que sim, que tudo foi desfazado como antes e que se está a repetir. Mas fugir disto, para onde? Tudo está mau, os valores estão perdidos, a tradição, o amor ao próximo. Esse foi-se e eu incluo-me nesses que perderam muita coisa pelo caminho, muita paciência, muito calor humano, muita e muito de tudo.

Devaneios e horas mais tarde, depois de um telefone constantemente a tocar, de um constante barulho ao meu ouvido vem o pior barulho de todos, o das discussões (que apesar de não ser real, ouço-o bastante bem). Discussões sobre coisas que não acho mal dizer, discussões de coisas que acham que eu sou e discussões sobre coisas que eu nem percebo porque é que são ditas. Discussões, algumas com conteúdo, que me fazem vir de autocarro a pensar porque é que ainda aqui estou. Porque é que não estou a ser quem sempre quiz, independente, lutadora e uma verdadeira leoa. Estou presa a tudo aqui, desde as pessoas ao trabalho. Estou presa a pessoas que já aqui nem estão.. E ainda assim não estou presa, porque a minha mente quer fugir. Todos os dias penso como seria fazer as malas e abandonar esta vida, este país sem esperança. Como seria lutar por algo novo, lutar por mim mesma, por algo que me faça sorrir.

Hoje saí do autocarro a pensar que ainda não sou quem quero ser. Hoje saí a pensar que não entendo estas pessoas, e que acima de tudo não me entendo a mim mesma. Hoje pensei que se pegasse nas malas e voasse daqui para fora, sem dizer nada a ninguém não me importaria, pois o cansaço é tanto que não ligaria nenhuma a abandonar tudo. Hoje não consigo ver o bem que a amizade me fez, o bem que é estar com a pessoa que sempre quiz estar, hoje não consegui ver nada, senão como seria bom pegar em tudo e ir-me embora de vez, sem deixar rastro.

Com todos estes pensamentos, com todos estes sentimentos tive vontade de criar. Hoje tive vontade de vomitar tudo para a tela, pegar numa modelo e conseguir exprimir-me. Hoje queria ter deitado tudo cá para fora e não consegui, tudo ficou preso em mim como palavras que nunca disse e que sei que nunca direi. Hoje pensei que, as acções de cabeça quente são de facto as mais sentidas, as mais sinceras e as mais verdadeiras. Hoje tive vontade de criar e não o fiz. Hoje tive vontade de chorar a todas as horas do meu dia, apeteceu-me estar ao pé do meu pai e simplesmente chorar de cansaço de tudo e de todos. Nem a fotografia me satisfez, porque eu quero é criar, falar, comunicar. Eu quero expressar-me.

Hoje a minha mãe não me tirou jantar, hoje não ficou aqui comigo e mais uma noite, estou sozinha. Cada vez mais assim me sinto, perto de todos e ainda mais longe de tudo. Hoje sinto-me fechada no meu mundinho que podia mudar 360º e eu não me importaria. É aquele dia que o coração está cheio de sentimentos e que ninguém devia ouvir o que eu tenho para dizer porque, das duas uma, ou teriamos uma grande discussão ou a pessoa ficaria completamente passiva aos meus miares de cabeça e coração quentes.



Hoje é sem dúvida um dia para esquecer, mas que eu sei que será inesquecível. Infelizmente, não pelas boas razões.


quarta-feira, setembro 01, 2010

September

Setembro...

Um mês aguardado há uns bons tempos, mas que muita indecisão traz acima da mesa. Que traz opções e escolhas, amargura e (espero eu) bons resultados.

O meu Setembro começa (espero eu) com um sorriso novo, mais branco e mais confiante. Um quarto melhorado, arrumado e branco - como a mais ampla e limpa tela. Uns toques de roxo para ilustrar a irreverência pela qual sou conhecida desde jovem. Um quarto cheio de força para ir contra tudo e contra todos, para triunfar e alcançar aqueles sonhos que sei que me farão sorrir.

Praia, descanso e depois, carga e descarga de energia na fotografia. Flashes, maquilhagem, modelos. Luta pela expressão que há tanto tempo deixei para trás. Onde foi a minha força? Aos poucos fui-me deixando assentar, mas eu nunca fui assim! Eu nunca fui de assentar e é melhor que lute pela minha força e personalidade, antes que seja apenas parte da multidão - algo que sempre prometi a mim mesma que não seria!

Vou tentar correr por felicidade, pelos meus sonhos, por um bom estúdio e por um bom lugar ao sol... onde hajam mulheres bonitas para fotografar, ideias para pintar e criatividade para dar e vender!

Setembro na moda é o Janeiro do ano. E para mim será mesmo. Vai ser o meu ano novo, um ano cheio de objectivos que já se deviam ter concretizado mas foram postos em Hold. Mas é agora que eu tenho de apostar, os anos já se passaram e parece que fiquei como um volcão adormecido na minha própria consciência, misturada com as minhas ideias e fruatração constante.

Está na hora de pegar nas rédeas do meu caminho e mostrar ao mundo o meu potencial, a minha força e a minha preservancia.

I said it before and I will say it again:

I want the world and I am not a patient person

domingo, agosto 22, 2010

Geisha


Vou pintar as paredes do meu quarto da cor da pele de uma geisha. Vou ser uma geisha a tempo inteiro, que todos os dias oculta os seus sentimentos verdadeiros. Vou cobrir tudo, como cubro todos os dias com a maquilhagem que levo no rosto. Vou pôr de volta a máscara, porque não é hora de que me vejam o rosto.

sexta-feira, agosto 06, 2010

Lost


É nas conversas que tenho que me apercebo que estou mesmo muito perdida. Não sei o que fazer, que caminho tomar e por onde lutar, por onde começar e para onde me dirigir. Está tudo uma mistura de confusão, indecisão e falta de coragem. Por vezes acho que sou muito fraca para seguir os sonhos que tenho, dizem que sonho alto mas como posso viver sem eles? Viver sem sonhos é viver num vazio que nem acredito ser possível existir.


Quando venho no autocarro e volto para casa, esta rotina prende-me. Imagino sessões fotográficas em que me exponho nos olhos dos modelos, transmitindo o que sinto nessas simples mas dolorosas viagens pendulares. A minha vida é um pêndulo mas não consigo aceitar que assim o vá ser para o resto da minha vida. Serei uma eterna lutadora ou uma eterna fracassada? Disseram-me que quando se chega a determinada altura a pessoa resigna-se.. Mas quando chega essa altura? Quando é que a pessoa se habitua ao pêndulo, ao simples, ao desinteressante? Acho que tenho demasiada força e tenho demasiada vontade para ficar confinada a essa rotina triste e miserável, que ninguém se lembrará nas páginas da história. E quando me dizem que é o que me devo e vou tornar tenho raiva e tristeza de que me queiram tornar mais um carneiro neste rebanho sem pastor. Quanto mais divago mais entendo que estou absolutamente perdida e acho que ninguém me está a ajudar a sair do meu labirinto.. Aliás, acho que me querem manter dentro dele.


sábado, julho 17, 2010

Não digas a ninguém

Não digas a ninguém mas, tenho imensos ciúmes das pessoas com quem já tiveste, porque acho que roubaram pedacinhos de ti que nunca vou conseguir recuperar... Sinto que te conheceram de uma forma que não deviam pois não te souberam aproveitar como deve de ser.
Não digas a ninguém, mas ainda me corrói não ter ficado contigo desde sempre porque sinto que quero tudo de ti e saber tudo sobre ti.
Não digas a ninguém, mas o que sinto por ti.. Tem um nome.

sexta-feira, julho 16, 2010

True friends.

Adoro descobrir coisas meses depois que acho super interessantes para ilustrar o verdadeiro carácter das pessoas, mas a verdade é que me estou a cagar pois não esperava outra coisa de vós. Glad I never counted on you for anything. And I am glad you're not a part of my life anymore, because really, I would be dreadfully ashamed of having you people as friends.